618 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a taxação dos mais ricos como uma medida essencial para financiar o combate à fome durante a Reunião Ministerial da Força Tarefa para o Estabelecimento de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, realizada no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (24).
Haddad propôs um imposto de 2% sobre fortunas, que atualmente estão isentas de tributos, destacando que essa medida poderia arrecadar entre US$ 200 bilhões e US$ 250 bilhões por ano. Esse valor seria cinco vezes maior que o montante destinado pelos dez maiores bancos multilaterais ao combate à fome e à pobreza em 2022.
“Precisamos explorar novas formas de mobilizar recursos para combater a fome e a pobreza, e isso inclui fazer com que os super ricos paguem sua justa contribuição em impostos. Em todo o mundo, os super ricos usam diversos artifícios para evadir os sistemas tributários, tornando o sistema regressivo em vez de progressivo”, afirmou o ministro.
Haddad também criticou os provedores multilaterais de financiamento, alegando que menos de um quarto dos recursos prometidos para combater a fome foram efetivamente desembolsados. Ele enfatizou a necessidade de maior eficiência na utilização desses recursos.
A Aliança Global contra a Fome é o principal projeto do Brasil na presidência do G20, com o objetivo de eliminar a pobreza e a fome até 2030, conforme a Agenda da ONU. A reunião desta quarta-feira marcou o pré-lançamento da iniciativa, que buscará adesões para ser oficialmente lançada na Cúpula do G20 em novembro.
Veja o vídeo:
?? Haddad defende que super-ricos “paguem justa contribuição em impostos”
— Metrópoles (@Metropoles) July 24, 2024
No pré-lançamento da Aliança Global de Combate à Fome e à Pobreza, no G20, Haddad defendeu sua proposta de taxação global de bilionários
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