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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, decidiu não se submeter às restrições impostas pelo governo de Donald Trump e cancelou sua ida à Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. A decisão, classificada pelo Itamaraty como um ato de dignidade e soberania, reforça que o Brasil não aceita imposições que afrontem sua autoridade e a de seus representantes.
Padilha explicou que as limitações inviabilizariam a presença do Brasil em espaços fundamentais. “As restrições impedem duas participações muito efetivas. Primeiro, na Assembleia-Geral da Opas, em Washington, onde anunciaríamos apoio ao fundo rotatório para vacinas e medicamentos contra o câncer. Também me impedem de presidir reuniões dos BRICS na área da saúde, das quais sou responsável”, afirmou.
Segundo a diplomacia brasileira, o visto restringia os deslocamentos do ministro a poucos locais, o que representaria um ato de humilhação. A resposta foi clara: não participar em tais condições. A atitude foi recebida internamente como um sinal de respeito ao Brasil e ao cargo que Padilha exerce, colocando a soberania nacional acima de conveniências protocolares.
O governo Lula prepara ainda outros anúncios internacionais na área da saúde, destacando o protagonismo do Brasil em iniciativas de acesso a vacinas, medicamentos oncológicos e no fortalecimento da cooperação Sul-Sul. A decisão de Padilha de recusar restrições arbitrárias foi vista como um gesto de coerência e firmeza, preservando a imagem do país como ator global independente e altivo.
Com informações da Fórum
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