195 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A Argentina vive dias de intensa convulsão social com milhares de pessoas ocupando as ruas de Buenos Aires e de outras cidades importantes do país. O motivo da revolta popular é o avanço de uma reforma trabalhista agressiva proposta pelo governo de Javier Milei, que está sendo debatida no Senado. A população e os sindicatos exigem a convocação imediata de uma greve geral para barrar o projeto, que conta com mais de 200 artigos e é visto como um desmonte sem precedentes das garantias históricas da classe trabalhadora.
O texto enviado por Milei ao Legislativo é recheado de medidas que atacam diretamente o bolso e o bem-estar do trabalhador. Entre as propostas mais polêmicas estão o aumento da jornada de trabalho, o fim do pagamento de horas extras e a flexibilização das férias. Além disso, o projeto cria o chamado "salário dinâmico", uma modalidade que gera insegurança sobre os rendimentos mensais, e facilita o processo de demissões, estimulando a rotatividade desenfreada de mão de obra e a precarização do emprego.
A indignação também se volta contra as restrições ao direito de greve incluídas na reforma, uma tentativa clara de calar as vozes dissidentes e impedir a organização dos trabalhadores. Para os manifestantes e analistas críticos ao governo, o projeto representa um retrocesso de décadas e serve apenas aos interesses das grandes empresas, deixando a população vulnerável a abusos. A tensão em frente ao Congresso reflete o desespero de uma nação que vê seus direitos fundamentais serem transformados em "bizarrices" jurídicas em nome de um projeto neoliberal radical.
Enquanto o Senado discute o futuro das leis trabalhistas, a pressão popular cresce a cada hora, isolando o governo Milei em sua tentativa de impor mudanças tão drásticas sem consenso social. A resistência argentina serve como um espelho para outros países da América Latina, mostrando que a tentativa de destruir o pacto social encontra barreiras sólidas quando o povo decide lutar pelo seu sustento e pela dignidade do seu trabalho. O mundo observa agora se as instituições argentinas ouvirão o grito das ruas ou se seguirão com o desmonte.
Veja a postagem no X:
População nas ruas em Buenos Aires e outras cidades da Argentina. Pedem greve geral contra a reforma trabalhista de Javier Milei que aumenta jornada de trabalho, acaba pagamento de horas extras, cria “salário dinâmico”, flexibiliza férias, estimula demissões e restringe direito… pic.twitter.com/7aEazMlDzC
— Rogério Tomaz Jr. (@rogeriotomazjr) February 11, 2026