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O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, denunciou que o processo de cassação de Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética "já nasce marcado pela parcialidade". O parlamentar criticou a escolha do deputado Delegado Marcelo Freitas como relator do caso, lembrando que ele tratou publicamente o bolsonarista como "amigo" em 2019. "Como esperar isenção em julgamento com esse nível de proximidade?", questionou Lindbergh em publicação nas redes sociais.
O petista alertou que a indicação compromete a credibilidade do Conselho, pois "quando o julgador é alguém próximo ao investigado, a suspeita de favorecimento é inevitável". Marcelo Freitas já se manifestou a favor da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
O processo de cassação de Eduardo Bolsonaro tem como base suas articulações com o governo Trump para aplicar sanções ao Brasil em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro pelo STF. A PGR já denunciou o deputado por coação judicial, acusando-o de usar influência para interferir nas investigações da trama golpista.
O processo de cassação de Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética já nasce marcado pela parcialidade. O relator escolhido, Delegado Marcelo Freitas (União-MG), o tratou publicamente como “amigo”. Como esperar isenção em julgamento com esse nível de proximidade?
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) September 26, 2025
Essa indicação… pic.twitter.com/x3rrUnMQXq