821 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O governo de Donald Trump, em uma demonstração flagrante de desrespeito à soberania das nações, agora afirma abertamente que o petróleo da Venezuela pertence aos Estados Unidos. Stephen Miller, vice-chefe de gabinete e voz da ala mais radical da Casa Branca, classificou a nacionalização do setor pelo país vizinho como um "roubo", ignorando o direito internacional que garante aos povos o controle sobre seus próprios recursos naturais. Essa retórica imperialista tenta justificar uma agressão sem precedentes na nossa região.
Na visão distorcida de Stephen Miller, o esforço americano no passado daria aos EUA o direito eterno sobre as reservas alheias. Ele ignora que a Venezuela nacionalizou sua indústria ainda em 1976 e consolidou esse controle em 2007, afastando petroleiras que agora buscam reparação financeira na justiça. Ao vincular esses ativos ao terrorismo e ao narcotráfico, Washington cria uma narrativa falsa para encobrir seus reais interesses econômicos e minar a independência da América do Sul.
Veja a publicação na rede trumpista:
A escalada não se resume a palavras. Donald Trump intensificou a estratégia de "pressão máxima" com bloqueios navais e apreensões de petroleiros, atos que o governo venezuelano denuncia como pirataria internacional. Utilizando sua rede social, o presidente dos EUA afirma que o país está cercado pela maior armada já reunida e ameaça aumentar o cerco militar até que o petróleo e as terras sejam entregues, em um claro abuso de poder contra a autodeterminação dos povos.
Ficou claro que o suposto combate às drogas é apenas uma fachada para interesses mais obscuros. A própria chefe de gabinete, Susie Wiles, admitiu que os bombardeios e ataques visam derrubar o presidente Nicolás Maduro até que ele "peça arrego". Para isolar o governo venezuelano, os EUA utilizam rótulos de "organização terrorista" sem apresentar provas concretas de liderança de cartéis, uma tática perigosa da extrema direita para criminalizar quem não se curva às suas vontades.
Enquanto promove o caos, o governo de Donald Trump já sonda empresas privadas sobre o lucro que podem obter caso o atual governo caia. O interesse está nas vastas reservas de petróleo, as maiores do mundo, e a oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, já sinaliza a entrega do patrimônio nacional através da privatização total. É o projeto de exploração que ignora as necessidades do povo venezuelano em prol do capital estrangeiro e de interesses geopolíticos americanos.
Essa política externa agressiva e unilateral coloca em risco a estabilidade de todo o continente sul-americano. Ao tratar recursos de outra nação como propriedade sua, os Estados Unidos de Donald Trump resgatam o que há de pior no histórico de intervenções imperialistas na América Latina. É fundamental que a comunidade internacional denuncie esses abusos que ferem o direito internacional e ameaçam a paz e a soberania dos nossos vizinhos.
Com informações do DCM
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