Empresário que foge de CPI, Alexandre Frankel, cobra R$ 450 para cercar calçada na Faria Lima

Portal Plantão Brasil
12/2/2026 16:10

Empresário que foge de CPI, Alexandre Frankel, cobra R$ 450 para cercar calçada na Faria Lima

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A sanha privatista da elite paulistana atingiu um nível de deboche inacreditável no último domingo de Carnaval. O empresário Alexandre Lafer Frankel, fundador da Vitacon e CEO da Housi, decidiu que a calçada pública da Avenida Faria Lima era sua propriedade particular. No evento "Carna Housi", Frankel montou um cercadinho VIP e cobrou R$ 450 de foliões desavisados para assistirem ao Bloco Beleza Rara. A apropriação indébita do espaço comum gerou revolta nas redes sociais e críticas contundentes de urbanistas, que denunciam a omissão da prefeitura diante dessa "cafonice" ilegal.

O episódio é ainda mais revoltante quando se observa o histórico do empresário. Frankel é um dos principais alvos de uma CPI na Câmara Municipal que investiga fraudes bilionárias no setor imobiliário. Sua empresa, a Vitacon, é suspeita de desvirtuar as Habitações de Interesse Social (HIS), que deveriam ser destinadas a famílias de baixa renda, para construir estúdios de luxo para investidores. Enquanto foge das convocações da Justiça e evita prestar esclarecimentos sobre como lucra em cima da política habitacional para pobres, o empresário desfila nas redes sociais vangloriando-se de privatizar o que é de todos.

O vereador Nabil Bonduki foi um dos primeiros a denunciar o absurdo, classificando a estrutura como uma "ativação de marca" ilegal em pleno passeio público. A relação promíscua entre a Vitacon e a Housi também está sob a lupa dos investigadores: enquanto uma constrói sob benefícios fiscais voltados ao interesse social, a outra administra os imóveis como se fossem hotéis, expulsando a população periférica dos eixos de transporte. O "camarote" na calçada é o símbolo perfeito desse modelo de negócio que ignora a lei para favorecer o bolso de quem já tem bilhões.

A complacência do poder público com figuras como Frankel mostra como a cidade de São Paulo tem sido entregue aos interesses do mercado imobiliário predatório. É um escárnio que um investigado por fraudes habitacionais se sinta no direito de cercar uma via pública para vender acesso VIP a quem pode pagar. O bolsonarismo imobiliário, que prega o "estado mínimo" para os outros e o máximo de lucro com recursos e espaços públicos para si, mostra sua face mais arrogante ao transformar o Carnaval de rua em um balcão de negócios exclusivo para a elite da Faria Lima.

A defesa do empresário tenta tratar a ocupação da calçada como uma simples "ação de marca", mas a realidade é uma afronta ao direito de ir e vir dos cidadãos. O uso do espaço público para fins privados sem autorização é crime e desrespeita o espírito democrático do Carnaval. Enquanto o governo Lula trabalha para retomar o Minha Casa Minha Vida e garantir teto digno para quem precisa, empresários como Frankel usam as brechas do sistema para transformar moradia e lazer em mercadorias inacessíveis, tratando a cidade como se fosse o quintal de seus condomínios de luxo.

A resistência contra a privatização da vida urbana é urgente. A CPI precisa avançar e garantir que as ausências deliberadas de Frankel não fiquem impunes, especialmente agora que ele prova sua total falta de respeito pelas normas públicas. São Paulo não pode ser refém de quem enxerga lucro até onde deveria haver cidadania. O "camarote" da Faria Lima deve servir como prova final de que a ganância de certos setores imobiliários não conhece limites éticos ou legais, exigindo uma resposta firme das autoridades e da sociedade civil organizada.

Assista ao vídeo:


Com informações do DCM

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