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A Argentina mergulhou de vez em um cenário que muitos especialistas já classificam como escravidão moderna. O governo de Javier Milei oficializou a legalização da jornada de trabalho de 12 horas diárias, uma medida drástica que ignora décadas de lutas por direitos sociais e bem-estar humano. Sob o pretexto de "flexibilização" e recuperação econômica, o projeto condena o trabalhador a uma rotina exaustiva que aniquila o tempo de descanso, o convívio familiar e a saúde mental da população, servindo exclusivamente aos interesses de grandes conglomerados empresariais.
Essa decisão é a face mais cruel do projeto neoliberal radical que tomou conta do país vizinho. Enquanto o mundo desenvolvido caminha para a redução da carga horária visando a qualidade de vida, Milei empurra os argentinos de volta ao século XIX. A medida não apenas aumenta o tempo de trabalho, mas também abre brechas para que o pagamento de horas extras seja suprimido ou mascarado, transformando o cidadão em uma engrenagem descartável de um sistema que só visa o lucro imediato de uma elite financeira insensível.
A implementação da jornada de 12 horas ocorre em um momento de profunda crise, onde a inflação galopante já corroeu o poder de compra. Agora, além de ganharem menos, os argentinos serão obrigados a trabalhar muito mais. A revolta nas ruas de Buenos Aires é um grito de socorro contra o que está sendo chamado de "legalização do abuso". A medida de Milei retira a dignidade do trabalho e coloca a Argentina na contramão da civilização, transformando o sonho da prosperidade em um pesadelo de exploração sem limites.
No Brasil, o cenário é de resistência e proteção ao trabalhador. Enquanto Milei tenta escravizar seu povo, o governo Lula lidera discussões para a redução da jornada de trabalho e o fortalecimento do salário mínimo, provando que o desenvolvimento de uma nação se faz com justiça social, e não com o sacrifício humano. O exemplo argentino serve como um alerta sombrio sobre o que acontece quando o ódio aos direitos sociais chega ao poder: a vida do povo é vendida a preço de banana em troca de aplausos de bilionários.
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Com informações do DCM
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