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A divulgação de novos documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em 30 de janeiro, trouxe à tona uma conexão perturbadora envolvendo o topo da pirâmide financeira brasileira. O nome de André Esteves, controlador do BTG Pactual, aparece em arquivos do criminoso e pedófilo estadunidense Jeffrey Epstein. As mensagens detalham a movimentação de Ian Osborne, um empresário britânico que atuava como braço direito e enviado de Epstein, buscando estreitar laços com o bilionário brasileiro. Em uma mensagem de 2012, Osborne comunica ter pousado em São Paulo e partido imediatamente de helicóptero para um encontro com Esteves, evidenciando o interesse da rede de Epstein na elite financeira nacional.
Embora André Esteves negue qualquer relação ou conhecimento sobre o grupo de Epstein, os arquivos mostram que o banqueiro não foi o único alvo no Brasil. O emissário Osborne também mencionou contatos com o empresário Eike Batista e com as famílias que controlam o Banco Itaú e a Rede Globo. Osborne era uma figura central no círculo de Epstein, responsável por conectar o pedófilo a grandes nomes da tecnologia mundial, como os fundadores do LinkedIn e do Airbnb, além de tentar limpar a imagem pública do financista criminoso poucos anos após sua primeira condenação por exploração sexual de menores.
A influência de André Esteves é colossal, com um patrimônio estimado em R$ 51 bilhões em 2025 e tentáculos que alcançam os setores de energia, telecomunicações e infraestrutura. Como controlador do maior banco de investimentos da América Latina, o banqueiro mantém trânsito livre entre autoridades em Brasília, o que torna as revelações desses documentos ainda mais sensíveis. A rede de Osborne trabalhava arduamente para garantir financiamentos e acesso a informações privilegiadas da indústria de tecnologia para Epstein, enquanto o criminoso buscava se infiltrar novamente nos centros de poder global.
Os registros mostram que a relação entre o emissário e Epstein era profunda, com visitas confirmadas à ilha particular de Little Saint James, local onde ocorreram os crimes sexuais mais atrozes do bilionário americano. O fato de o Brasil ter entrado na rota de viagens de Osborne para reuniões de alto nível demonstra a escala global da teia de influências que Epstein tentou construir. Para quem defende a justiça social e repudia a promiscuidade entre o grande capital e figuras deploráveis, o aparecimento de nomes da nossa elite nesses arquivos é um sinal de alerta sobre quem realmente dita as regras nos bastidores.
A postura de negação de Esteves e dos demais citados é o comportamento padrão diante de revelações tão graves, mas os e-mails e registros de viagem do Departamento de Justiça americano oferecem um rastro difícil de ignorar. Enquanto o Brasil luta para se reconstruir após anos de obscurantismo e ataques às instituições, a exposição dessas conexões internacionais mostra que o poder econômico muitas vezes caminha em terrenos pantanosos. A sociedade brasileira merece transparência total sobre até onde chegaram os tentáculos dessa rede criminosa em nosso território.
A vigilância contra a elite financeira, que tantas vezes se aliou a projetos autoritários para manter privilégios, deve ser constante. O envolvimento, ainda que citado em documentos de terceiros, com o círculo de um dos maiores predadores sexuais da história moderna é uma mancha que exige investigação e esclarecimento. Não podemos permitir que o prestígio econômico sirva de escudo para ocultar relações com o que há de mais perverso na geopolítica mundial. O povo brasileiro precisa saber quem são os interlocutores daqueles que gerenciam a riqueza do nosso país.
Com informações do DCM
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