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O Ministério Público do Maranhão revelou um esquema de corrupção estarrecedor em Turilândia, que resultou no desvio de mais de 56 milhões de reais. A organização criminosa era liderada pelo prefeito Paulo Curió, do União Brasil, e contava com a participação direta da vice-prefeita Tânia Mendes e de quase toda a Câmara Municipal. O grupo saqueava verbas destinadas a setores críticos, como Saúde e Assistência Social, áreas fundamentais para a sobrevivência da população mais carente.
A Operação Tântalo II, deflagrada pouco antes do Natal, desarticulou a quadrilha que operava por meio de empresas fictícias e notas fiscais frias. O dinheiro público era drenado para contas de laranjas e voltava para as mãos dos políticos. O prefeito Curió foi apontado como o principal beneficiário dos valores, enquanto a vice-prefeita gerenciava o núcleo empresarial da fraude. Esse cenário é um exemplo clássico da podridão que o bolsonarismo e seus aliados de direita alimentam nos municípios brasileiros.
A participação do Legislativo era vergonhosa. Onze vereadores, que deveriam fiscalizar o Executivo, agiam como braço político do esquema. Em troca de pagamentos periódicos, eles garantiam a aprovação de projetos de interesse da prefeitura e se omitiam completamente diante dos crimes. É a prova de que, para essa elite política, o dinheiro do povo serve apenas para financiar luxos e manutenção de poder, enquanto o trabalhador sofre com a falta de hospitais.
Para ocultar as transações, o esquema contava com um operador financeiro especializado em criar fachadas para mascarar a lavagem de dinheiro. Empresas como postos de combustíveis recebiam repasses vultosos sem prestar o serviço correspondente. A engenharia financeira foi desenhada para que os milhões desviados circulassem pelo núcleo político sem levantar suspeitas imediatas das autoridades competentes.
Atualmente, o prefeito e a vice-prefeita estão presos. Já os vereadores envolvidos cumprem prisão domiciliar ou utilizam tornozeleira eletrônica, uma medida judicial para que a administração municipal não sofra uma interrupção total. No entanto, cinco parlamentares seguem foragidos, tentando escapar da justiça após terem as mãos sujas com o dinheiro da merenda e da saúde dos cidadãos maranhenses.
O caso de Turilândia escancara como a direita fisiológica opera no interior do país, utilizando-se do apoio político para saquear os cofres públicos. As investigações do Ministério Público continuam com o objetivo de recuperar o patrimônio desviado e identificar outros comparsas que possam ter ajudado a dilapidar os recursos do município. É urgente que punições rigorosas sejam aplicadas para frear essa pilhagem sistemática.
Com informações do DCM
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