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O presidente Lula transformou a cerimônia de três anos do 8 de janeiro em um marco histórico de intransigência contra o golpismo ao assinar, ao vivo, o veto integral ao projeto de lei da dosimetria. A proposta, que tentava reduzir penas de condenados por ataques ao Estado Democrático de Direito, foi barrada sob aplausos de autoridades e movimentos sociais. Lula foi enfático ao afirmar que a democracia brasileira sobreviveu ao ataque mais duro desde a ditadura e que o país, pela primeira vez, decidiu acertar as contas com o passado, punindo quem não soube aceitar o resultado das urnas.
Durante o evento no Palácio do Planalto, o ministro Ricardo Lewandowski e o vice-presidente Geraldo Alckmin reforçaram que a Constituição de 1988 é resiliente, mas exige vigilância eterna contra líderes autoritários que tentam corroer as instituições por dentro. Lewandowski destacou que crimes contra a democracia são imprescritíveis e insuscetíveis de anistia, enquanto Alckmin exaltou a liderança de Lula como o fator determinante para salvar a República em 2023. O ato serviu como uma demonstração de força e união entre os poderes, isolando o bolsonarismo e sua prole que ainda flertam com o autoritarismo.
Em um discurso focado na inclusão e na justiça social, Lula defendeu que a verdadeira democracia vai além do voto e exige o combate às desigualdades. Ele parabenizou a conduta "irrepreensível" do STF, que julgou os criminosos com transparência, sem se curvar a pressões ou revanchismos. O presidente lembrou que os inimigos da pátria, que planejaram assassinatos e vigiaram autoridades, foram derrotados pelo povo brasileiro. Para Lula, o 8 de janeiro é agora, oficialmente, o dia da vitória da civilização sobre a barbárie daqueles que zombavam dos direitos humanos.
O evento também serviu para celebrar os sucessos econômicos e políticos do governo, como a menor inflação em quatro anos e o recorde de empregos, provando que a estabilidade democrática gera prosperidade. Lula agradeceu ao Congresso pela governabilidade, mas deixou claro que não aceitará retrocessos jurídicos que beneficiem quem tentou instaurar o caos. Após o discurso, o presidente desceu a rampa do Planalto para ser abraçado pela população, simbolizando a retomada definitiva do espaço público pela maioria democrática que repudia o ódio e o fascismo.
A cerimônia "Democracia Inabalada" contou com a presença maciça de ministros, governadores e comandantes das Forças Armadas, consolidando o isolamento político da extrema-direita. O veto à lei da dosimetria interrompe a tentativa de parlamentares bolsonaristas de criar uma "anistia branca" através da redução de penas. Com essa canetada, o governo reafirma que a reconstrução do Brasil não admite conciliação com quem atenta contra a vontade popular, garantindo que o 8 de janeiro seja lembrado para que nunca mais se repita.
A mobilização não se restringiu a Brasília, com atos ocorrendo em capitais de todo o Brasil e até em Portugal, unindo a esquerda e defensores da legalidade. O recado final de Lula foi um chamado à vigilância: a democracia é uma obra em construção e deve ser defendida com "unhas e dentes" contra velhos e novos candidatos a ditador. O Brasil encerra as celebrações de 2026 com as instituições fortalecidas e o compromisso renovado de que a lei será aplicada com rigor a todos os traidores da pátria.
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Com informações do Plantão Brasil/Youtube
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