Derrotados na Justiça, aliados de Bolsonaro prometem derrubar veto de Lula

Portal Plantão Brasil
8/1/2026 15:53

Derrotados na Justiça, aliados de Bolsonaro prometem derrubar veto de Lula

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A oposição bolsonarista e setores do centrão reagiram com fúria ao veto integral do presidente Lula ao projeto que pretendia reduzir as penas dos criminosos que atacaram a democracia no dia 8 de janeiro de 2023. O deputado Paulinho da Força, relator da proposta de impunidade, atacou a decisão presidencial alegando que Lula "desconsidera" o Congresso, em uma tentativa clara de colocar os interesses de golpistas acima da ordem constitucional. Paulinho, que agora flerta abertamente com a agenda da extrema-direita, prometeu trabalhar pela derrubada do veto sob o falso pretexto de buscar uma "pacificação" que, na prática, premia o terrorismo.

No reduto do PL, partido que abriga a prole de Jair Bolsonaro, o tom foi de agressividade e vitimismo. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder da legenda na Câmara, acusou o governo de agir com "ódio" contra o que ele chama de "patriotas", ignorando o rastro de destruição deixado pelos invasores nas sedes dos Três Poderes. Sóstenes já antecipou que a oposição tentará reverter o veto na primeira sessão do Congresso, demonstrando que a prioridade da bancada bolsonarista não é o país, mas sim garantir que seus aliados não paguem pelos crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito.

A retórica de "vingança" foi a cartilha seguida pelos nomes mais radicais do movimento. O deputado Onyx Lorenzoni classificou a medida de Lula como "cruel", enquanto Carlos Bolsonaro, conhecido por coordenar as milícias digitais do clã, descreveu a justiça feita pelo STF como um "estado de exceção". Para os herdeiros do bolsonarismo, o cumprimento da lei e a punição de atos terroristas são vistos como perseguição, uma narrativa invertida que tenta transformar agressores em vítimas diante da opinião pública, enquanto tentam desesperadamente salvar os financiadores e executores do golpe fracassado.

Em contrapartida, o presidente Lula reafirmou durante o anúncio no Palácio do Planalto que sua decisão é uma barreira necessária em defesa da soberania nacional. Ele exaltou a firmeza do Supremo Tribunal Federal, que não se acovardou diante das ameaças extremistas e conduziu julgamentos baseados em provas robustas. Para o governo, o veto ao "PL da Dosimetria" é a garantia de que não haverá anistia disfarçada para quem planejou o assassinato de autoridades e o fim das liberdades democráticas, mantendo o rigor das penas para aqueles que desprezaram a vontade popular.

A batalha agora se desloca para o plenário do Congresso Nacional, onde o projeto retornará para a análise de deputados e senadores. Para derrubar o veto de Lula e restabelecer o benefício aos golpistas, a oposição precisará reunir 257 votos na Câmara e 41 no Senado. O movimento dos bolsonaristas para suavizar as punições é um teste de fogo para a democracia brasileira, pois coloca frente a frente os defensores da legalidade e aqueles que buscam relativizar ataques terroristas em troca de dividendos políticos com sua base radicalizada.

Enquanto a extrema-direita se organiza para tentar impor uma derrota ao governo, a base aliada de Lula se prepara para obstruir qualquer tentativa de favorecimento aos invasores de 2023. A data de 8 de janeiro, marcada como o dia da resistência institucional, segue sendo o centro de uma disputa política profunda entre o Brasil que escolheu a reconstrução e os grupos que ainda tentam manter viva a chama do autoritarismo e da impunidade para os traidores da pátria.

Com informações do DCM

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