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A defesa do criminoso Jair Bolsonaro, atualmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, apresentou nesta quinta-feira uma série de pedidos que beiram o deboche contra o sistema judiciário brasileiro. Os advogados do ex-presidente, responsável pela tentativa de golpe contra a democracia, solicitaram ao Supremo Tribunal Federal autorização para a instalação de uma Smart TV na cela do detento. A alegação cínica é de que Bolsonaro precisa de acesso ao YouTube e canais jornalísticos para manter seu "vínculo com a realidade", algo que ele ignorou sistematicamente durante todo o seu mandato desastroso.
Além da tentativa de transformar o cárcere em um ambiente de entretenimento, a defesa quer que dois pastores tenham acesso livre à carceragem. Em uma manobra para tentar reduzir o tempo de sua justa condenação, os advogados também pediram que o ex-presidente participe do programa de remição de pena por leitura. O benefício, que prevê a redução de quatro dias de detenção para cada obra lida, soa como uma piada vinda de um homem que passou anos atacando a educação e a cultura, demonstrando agora um interesse repentino pelos livros apenas para encurtar sua estadia na prisão.
A rede de proteção ao redor do líder da extrema-direita também acionou o Senado Federal para garantir privilégios. A senadora Damares Alves, conhecida por suas narrativas fantasiosas, protocolou um pedido de "vistoria institucional" na cela de Bolsonaro sob a justificativa de fiscalizar os direitos humanos do detento. Damares tenta usar a Comissão de Direitos Humanos para dar fôlego à narrativa da "queda da cama", episódio que a militância bolsonarista tentou transformar em um drama hospitalar para forçar uma prisão domiciliar que o Supremo já sinalizou não conceder.
A suposta queda, que resultou em um diagnóstico de "traumatismo craniano leve", tem sido o centro de uma farsa hospitalar desmascarada por evidências físicas da cela, que possui uma estrutura que impede quedas desse tipo. A movimentação de Damares e da defesa no mesmo dia reforça a tese de uma ação coordenada para vitimizar o golpista perante sua base radicalizada. Enquanto milhões de brasileiros sofrem no sistema prisional comum, a cúpula do bolsonarismo exige tratamento diferenciado e vistorias parlamentares para um homem que sempre pregou o fim dos direitos humanos para presidiários.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, é quem decidirá sobre essas solicitações de regalias. A Polícia Federal já indicou que não há motivos para mudar os protocolos de segurança ou os equipamentos da cela, refutando reclamações infantis de Bolsonaro sobre o barulho do ar-condicionado. Para quem sempre disse que "bandido bom é bandido morto", a exigência de Smart TV e visitas religiosas exclusivas expõe a hipocrisia de um grupo que não suporta viver sob as mesmas regras que defende para o resto da população.
A tentativa de transformar a Superintendência da PF em um gabinete político ou em um retiro religioso é mais uma estratégia da prole e dos aliados de Bolsonaro para manter o ex-presidente em evidência. Contudo, a justiça brasileira segue firme em garantir que a pena seja cumprida conforme a lei, sem as mamatas que o ex-capitão tanto usufruiu no Palácio do Planalto. O país aguarda que, em vez de Smart TV, Bolsonaro receba apenas o rigor das sentenças pelos crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito e contra a saúde do povo brasileiro.
Com informações do DCM
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