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A agressividade de Donald Trump contra a Venezuela expôs não apenas o caráter imperialista de seu governo, mas também as rachaduras na suposta supremacia militar dos Estados Unidos. Embora o país ainda figure no topo do ranking do Global Fire Power, a realidade de 2026 mostra que a China e a Rússia não apenas encostaram, como já superam os americanos em áreas estratégicas de inovação. Enquanto Washington desperdiça bilhões em projetos ineficientes e burocráticos, Pequim e Moscou adotaram um planejamento pragmático, focando em armamentos de 6ª geração que tornam os caros caças F-35 dos EUA obsoletos antes mesmo de entrarem em combate direto.
A China emergiu como a líder incontestável em tecnologias críticas, avançando em cibersegurança e sistemas de monitoramento que garantem uma soberania nacional inexpugnável. O investimento chinês em aeronaves de última geração é um desafio direto ao domínio aéreo que os americanos ostentaram por décadas. Já a Rússia, mantendo sua tradição de eficiência bélica, foca em armas de destruição em massa e equipamentos de combate terrestre que, embora menos sofisticados visualmente que os ocidentais, apresentam uma letalidade e custo-benefício que o complexo industrial-militar dos EUA, voltado para o lucro de empresas privadas, não consegue acompanhar.
Essa mudança na balança de poder global cria um cenário onde os EUA não podem mais agir como xerifes globais sem enfrentar consequências reais. Especialistas apontam que, apesar da retórica belicista de Trump, o risco de um confronto direto é mitigado pelo fato de que as potências asiáticas estão cada vez mais preparadas. A China e a Rússia consolidam suas zonas de influência no Oriente e na Europa, forçando os americanos a se refugiarem em seu "quintal" na América Latina, onde utilizam a desculpa do combate ao narcotráfico para realizar intervenções criminosas, como a que vimos recentemente na Venezuela.
O fracasso do modelo americano de defesa reside na sua estrutura voltada para o enriquecimento de bilionários do setor de armamentos, enquanto China e Rússia tratam a defesa como uma prioridade de Estado. Esse descompasso produtivo significa que, em caso de um conflito de longa duração, as potências eurasianas teriam uma capacidade de reposição e inovação muito superior à dos Estados Unidos. O domínio tecnológico em áreas como mísseis hipersônicos — onde a Rússia detém vantagem clara — é o símbolo de uma era onde a bandeira americana já não impõe o mesmo medo de outrora.
A insistência de Trump em focar na América Latina revela um recuo estratégico: sem forças para encarar os gigantes do Brics em termos globais, os EUA tentam reafirmar sua força sobre nações menores e menos protegidas. No entanto, o avanço da cooperação entre países do sul global e a desdolarização da economia indicam que o poder de coerção militar de Washington está com os dias contados. O mundo multipolar não é mais uma promessa, mas uma realidade garantida pela superioridade técnica russa e pelo poder industrial chinês que agora cercam a decadência americana.
A resistência contra o bolsonarismo internacional, personificado em Trump, encontra eco nessa nova realidade geopolítica. O fim da hegemonia absoluta dos Estados Unidos é o que permite que líderes soberanos na América Latina busquem alternativas de desenvolvimento longe das garras do Pentágono. A história está sendo escrita agora, e os registros mostram que a arrogância imperialista de Washington está sendo soterrada pela competência tecnológica de quem decidiu não se curvar aos interesses de Wall Street.
Com informações do DCM
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