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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta sexta-feira que o esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se expandiu de forma significativa durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Em publicação nas redes sociais, Lindbergh foi categórico: "A verdade é uma só: o esquema de roubo dos aposentados ganhou escala industrial no governo de Jair Bolsonaro. O governo dele foi avisado e nada fez". A declaração ocorre em meio à fase decisiva da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que analisa um relatório alternativo elaborado por parlamentares governistas.
O relatório paralelo, ao qual o Brasil 247 teve acesso, aponta a existência de uma estrutura organizada de fraudes no sistema previdenciário, que teria operado de forma contínua entre 2015 e 2025, configurando uma "engenharia criminosa complexa". Entre os mecanismos identificados estão falsificação de autorizações, uso indevido de dados de beneficiários e criação de associações fictícias para aplicação de descontos automáticos não autorizados em aposentadorias e pensões. O documento também destaca fragilidades institucionais que teriam permitido a expansão das irregularidades, especialmente a partir de 2020, com flexibilizações normativas e o fim da revalidação periódica das autorizações.
Lindbergh reforçou que houve "criação de um ecossistema favorável às fraudes a partir de 2020, com flexibilizações normativas, ascensão de servidores corruptos e mudanças na estrutura do INSS". O deputado também mencionou denúncias anteriores, indicando que alertas já existiam desde 2017, e citou o ex-ministro Onyx Lorenzoni, que "admitiu ter recebido uma doação de R$ 60 mil do empresário Felipe Macedo Gomes [...] para sua campanha ao governo do RS em 2022" empresário apontado como dirigente de uma das entidades investigadas nas fraudes. O relatório conclui que há indícios de crimes como estelionato contra idosos, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e recomenda o indiciamento de cerca de 170 envolvidos.
Lindbergh atribuiu ao governo Lula as medidas de enfrentamento ao problema. "Quem acabou com a farra foi o governo do presidente Lula com a Operação Sem Desconto da CGU e da PF", afirmou, listando ações como afastamento e prisão de envolvidos, suspensão de descontos associativos e ressarcimento em massa de beneficiários. Segundo os dados citados, cerca de 4,3 milhões de pessoas teriam sido ressarcidas, com devolução de R$ 2,9 bilhões até 2026. O relatório alternativo da CPMI será submetido à análise dos parlamentares, num cenário de disputa política sobre as responsabilidades pelas fraudes que sangraram o bolso dos aposentados brasileiros.
Com informações do Brasil247
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