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A mais nova pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado, mostra o presidente Lula consolidando vantagem significativa sobre o senador Flávio Bolsonaro justamente no eleitorado de centro, aquele que tende a decidir eleições apertadas. No cenário de primeiro turno, entre os que se autodeclaram de centro na escala ideológica, Lula aparece com 31% das intenções de voto, contra apenas 17% de Flávio, com Romeu Zema e Ronaldo Caiado somando 9% e 6%, respectivamente. No segundo turno, o presidente marca 41% contra 32% do filho mais velho de Jair Bolsonaro. A rejeição também favorece o petista nesse segmento: enquanto 45% dos eleitores de centro dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula, o índice sobe para 51% quando o nome é Flávio Bolsonaro.
O levantamento, porém, também aponta um alerta: a maioria dos entrevistados localizados no meio das escalas ideológicas deseja que o próximo presidente adote ações diferentes das do atual governo. Entre os eleitores de centro, 79% concordam com essa posição, índice que sobe para 81% entre aqueles que não se identificam nem como petistas nem como bolsonaristas. Para o cientista político Sérgio Simoni, da USP, os números mostram que, embora Lula saia na frente, ele não encontrará um terreno de acomodação. Há uma demanda difusa por mudança, o que indica que a disputa de 2026 será menos uma simples reedição da polarização e mais uma batalha para definir o significado de mudança sem ruptura.
O perfil desse eleitorado independente, que representa mais de um terço do eleitorado, foi traçado pela pesquisa e mostra um desafio para as duas principais forças políticas. Trata-se majoritariamente de homens jovens, entre 16 e 24 anos, com ensino superior, sem religião e residentes no Sudeste. É um grupo menos capturado por lealdades históricas e mais aberto a formulações pragmáticas. A fala de uma jovem estagiária de 22 anos resume o sentimento: ela se diz de centro por acreditar que é possível extrair benefícios de ambos os lados, mas ainda não decidiu o voto, e sua principal preocupação é a desigualdade social. É nesse caldo de cultura que Lula, mesmo liderando, precisará transformar sua vantagem numérica em adesão consolidada.
Com informações da Folha de S.Paulo
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