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Em mais uma derrota da direita no Congresso, a CPMI do INSS foi encerrada na madrugada deste sábado (28) sem a aprovação de um relatório final, após a rejeição do parecer apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL) por 19 votos a 12. O documento derrotado, que previa o indiciamento de 216 pessoas — incluindo Fábio Luís Lula da Silva e o senador Weverton Rocha (PDT-MA) —, foi considerado pela base governista uma "peça frágil" que não refletia as quase 40 sessões da comissão realizadas desde agosto de 2025. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) celebrou o resultado: “A CPMI do INSS termina com o trabalho do relator rejeitado. A verdade prevaleceu.”
Após a derrota do parecer oficial, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), optou por não colocar em votação o relatório alternativo apresentado pelos governistas que pedia o indiciamento de Jair Bolsonaro como chefe de organização criminosa, encerrando os trabalhos sem qualquer documento final aprovado, um desfecho considerado incomum. Para garantir a derrubada do texto de Gaspar, o governo mobilizou sua base no Congresso, chamando senadores a Brasília e exonerando temporariamente o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para que reassumisse o mandato e votasse.
Pimenta sustentou que o relatório alternativo que apontava os "reais culpados pelos golpes cometidos contra os aposentados de todo o Brasil em uma trama instituída no Governo Bolsonaro" era o verdadeiro documento respaldado pela maioria da comissão. Apesar do encerramento sem conclusões formais, o deputado afirmou que as investigações não se encerram: “A CPMI acaba, mas a busca pela punição dos criminosos continuará.” O resultado foi celebrado como uma vitória da base aliada contra o que classificaram como uma tentativa de desviar o foco dos verdadeiros responsáveis pelas fraudes que lesaram aposentados e pensionistas.
Com informações do Brasil247
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