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Em um movimento que empurra o Oriente Médio para um abismo de violência ainda maior, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (29) a ampliação da ocupação militar no sul do Líbano. Através de um vídeo oficial gravado diretamente do Comando Norte das forças israelenses, Netanyahu comunicou que instruiu o Exército a expandir a chamada "zona de segurança" — na prática, uma zona-tampão em solo estrangeiro. A decisão ocorre em meio à escalada de ataques transfronteiriços e sinaliza que Israel não pretende recuar, mas sim aprofundar a incursão terrestre em território soberano libanês.
"Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no norte", afirmou o premiê, justificando a medida como uma necessidade de proteção ao território israelense. No entanto, para analistas internacionais, a criação dessa zona de segurança é vista como uma estratégia de ocupação prolongada que fere o direito internacional e coloca o Líbano em uma situação de guerra total. A expansão ocorre poucas horas após Israel intensificar bombardeios contra alvos do Hezbollah e até mesmo contra veículos da imprensa e socorristas, elevando o número de vítimas civis na região.
A postura de Netanyahu desafia abertamente o apelo por paz feito pelo Papa Leão 14 nesta mesma manhã e ignora os esforços diplomáticos que ocorrem no Paquistão. Enquanto o mundo clama por um cessar-fogo, o governo de Israel, com o respaldo tático dos EUA de Donald Trump, prefere a via da expansão territorial e do confronto direto. Com a economia global em frangalhos e o risco de um desastre nuclear e energético iminente, a ordem de ampliação da ocupação no Líbano é o combustível que faltava para transformar o conflito regional em uma conflagração sem precedentes.
Com informações do Brasil247
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