1062 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Uma denúncia gravíssima revela que alunos de uma escola cívico-militar em Santa Catarina estão sendo instruídos a entoar cânticos que exaltam a violência letal. Vídeos registram jovens marchando enquanto gritam frases como "eu miro na cabeça e atiro para matar", evidenciando o caráter doentio da militarização do ensino imposta pelo bolsonarismo, que substitui a pedagogia pela barbárie.
O episódio ocorreu em uma unidade que faz parte do modelo defendido com unhas e dentes pela extrema-direita, que utiliza o ambiente escolar para doutrinar crianças sob uma estética de guerra. Em vez de promover a paz e a cidadania, o currículo oculto dessas instituições parece focado em normalizar o extermínio, ferindo frontalmente o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Para os defensores de uma educação democrática e do governo Lula, o caso em Santa Catarina é o resultado previsível da "cultura das armas" estimulada pelo clã Bolsonaro. Enquanto o Ministério da Educação trabalha para restaurar o ensino humanista, esses redutos de intolerância transformam salas de aula em centros de treinamento de milícias ideológicas que desprezam a vida humana.
Entidades de direitos humanos e conselhos tutelares já foram acionados para investigar a responsabilidade dos gestores e instrutores militares envolvidos na condução das atividades. A apologia ao crime dentro de uma instituição pública de ensino é um crime que não pode ser ignorado sob o pretexto de "disciplina", sendo um ataque direto aos valores republicanos e à segurança pública.
A repercussão do vídeo gerou uma onda de repúdio nas redes sociais, onde o termo "escola do crime" foi associado ao modelo cívico-militar. O silêncio das autoridades estaduais de SC, reduto bolsonarista, reforça a conivência com a desumanização dos alunos. É urgente que o Estado intervenha para garantir que o ódio não seja a primeira lição ensinada à juventude brasileira.
O Brasil que Lula reconstrói não tem espaço para o culto à morte em suas escolas. A desbolsonarização do ensino é uma tarefa urgente para proteger as novas gerações da influência de quem vê um alvo na cabeça de cada cidadão. O foco deve ser a ciência, o pensamento crítico e a solidariedade, deixando para trás esse passado sombrio de violência institucionalizada.
Assista ao vídeo:
É INACREDITÁVEL o que escolas cívico-militares fazem com a cabeça das e dos estudantes! Crianças marchando no centro de Florianópolis-SC e gritando: “EU MIRO NA CABEÇA, ATIRO PRA MATAR”! É INADMISSÍVEL que o país deixe acontecer esse tipo de lavagem cerebral em CRIANÇAS! A… pic.twitter.com/ylSGd7XK3r
— Ivan Valente (@IvanValente) March 28, 2026