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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma nova e perigosa frente de investigação contra o senador Carlos Viana (Podemos-MG). A decisão, divulgada nesta segunda-feira (30), foca na falta de transparência das chamadas "emendas PIX" destinadas à Fundação Oásis, entidade vinculada ao ecossistema da Igreja Batista da Lagoinha. Dino atendeu a uma representação dos deputados Rogério Correia (PT-MG) e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), que apontam indícios de que o senador usou dinheiro público para favorecer aliados e, simultaneamente, utilizou sua presidência na CPMI do INSS para blindar a fundação de investigações.
O cerne da suspeita reside na "falta de rastreabilidade" de repasses que somam R$ 3,6 milhões entre 2019 e 2025. Dino citou um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que aponta "múltiplas irregularidades" e "lacunas" nas explicações dadas pelo parlamentar. Mais grave ainda é a tese de que Viana teria cometido "omissões" deliberadas na CPMI do INSS, segurando requerimentos que pudessem expor a Fundação Oásis. Para os denunciantes, há um claro desvio de finalidade: o recurso público não serviria ao bem comum, mas para manter um vínculo político-financeiro entre o senador e entidades investigadas.
Os Valores e Conexões sob a Lupa de Dino:
Repasses Investigados: R$ 1,5 milhão (2019) via Belo Horizonte; R$ 1,47 milhão (2023) e R$ 650,9 mil (2025) destinados à unidade de Capim Branco.
O Elo Master/Lagoinha: A investigação ganha contornos de escândalo sistêmico pela ligação entre o ex-pastor Fabiano Zettel (apontado como operador financeiro da PF) e seu cunhado, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Blindagem na CPMI: Deputados afirmam que Viana impediu a votação do relatório da maioria para proteger esse grupo, evitando que o indiciamento de figuras ligadas ao "Escritório do Crime" financeiro avançasse.
Enquanto a Fundação Oásis afirma em nota que suas contas são auditadas e transparentes, Dino determinou diligências pesadas junto às prefeituras de BH e Capim Branco, além do próprio Governo Federal. O ministro quer saber exatamente onde cada centavo foi parar. A pressão sobre Carlos Viana aumenta no momento em que o PL articula sua candidatura ao governo de Minas; agora, o senador terá que explicar por que os recursos que enviou foram para o mesmo "quintal" que ele presidiu e, supostamente, protegeu em uma comissão de inquérito sobre fraudes contra idosos.
Com informações do g1
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