964 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, emitiu uma orientação emergencial para suas embaixadas em todo o mundo, determinando uma atuação agressiva para conter o que chamam de "hostilidade estrangeira". A medida é um reflexo claro do crescente isolamento diplomático de Washington, que vê suas políticas de tarifas comerciais, sanções unilaterais e retórica belicista serem repelidas por nações do Sul Global e até por antigos aliados europeus. O "xerife do mundo" parece estar perdendo o controle do distintivo.
A diretriz orienta diplomatas a monitorar e "neutralizar" narrativas críticas aos EUA na imprensa local e em fóruns internacionais. Na prática, Washington está tentando usar seu corpo diplomático como uma máquina de propaganda para justificar ações que violam o direito internacional, como o apoio a políticas de extermínio e a interferência em eleições alheias. O objetivo é criar uma cortina de fumaça para esconder o fato de que a influência norte-americana está derretendo diante do avanço de blocos como o BRICS+.
Especialistas em geopolítica apontam que essa "ofensiva de imagem" é um sinal de fraqueza, não de força. Enquanto países como o Brasil, sob a liderança do presidente Lula, defendem um mundo multipolar e o respeito à soberania de cada povo, os EUA tentam impor sua vontade através da pressão e do constrangimento diplomático. A resistência global às imposições de Trump mostra que o mundo não aceita mais ser o quintal de uma potência que prioriza o lucro de suas corporações em detrimento da paz mundial.
A orientação às embaixadas também visa combater a crescente influência da China e da Rússia, que oferecem parcerias baseadas em investimentos e infraestrutura, sem as exigências políticas humilhantes de Washington. Ao rotular a resistência legítima às suas políticas como "hostilidade", os EUA tentam desqualificar qualquer país que busque autonomia energética ou tecnológica. É a velha tática do império de tratar como inimigo quem apenas deseja ser livre e soberano.
Dentro dos próprios Estados Unidos, a medida é vista com ceticismo por diplomatas de carreira, que temem que a politização das embaixadas destrua décadas de relações institucionais. Transformar embaixadores em "cabos eleitorais" da extrema-direita global é um risco que pode acelerar ainda mais o declínio da hegemonia do dólar e da diplomacia americana. O mundo está mudando, e Washington parece ser o último a aceitar que não é mais o único centro de poder do planeta.
Com essa nova estratégia, os EUA mostram que estão acuados pela realidade de um mundo que exige respeito e igualdade nas relações internacionais. A tentativa de silenciar as críticas através de pressão diplomática só reforça a imagem de uma potência em decadência, que prefere a coerção ao diálogo. O Sul Global segue firme em sua jornada por independência, deixando claro que a era das ordens vindas de Washington está chegando ao seu fim definitivo.
Veja a reportagem do The Guardian AQUI
Com informações do Brasil 247
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