133 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O Primeiro-Ministro da Espanha, Pedro Sánchez, subiu o tom de forma histórica contra o governo de Benjamin Netanyahu após a aprovação da lei que autoriza a pena de morte por enforcamento para palestinos. Sánchez não poupou palavras ao classificar a medida como um passo definitivo "rumo ao apartheid" e uma violação brutal do direito internacional. A declaração do líder espanhol ecoa a indignação global diante do sadismo de ministros israelenses que celebraram a autorização de execuções de Estado com champanhe no Parlamento.
Sánchez destacou que a oficialização da pena capital seletiva, aplicada apenas a uma parcela da população sob ocupação, destrói qualquer pretensão de democracia em Israel. Para o governo espanhol, a medida não é sobre segurança, mas sobre a institucionalização da morte como ferramenta de dominação étnica. O premiê também criticou duramente o comportamento "debochado" de membros da extrema-direita israelense, como Itamar Ben-Gvir, que usaram símbolos de forca para comemorar a nova legislação, classificando o ato como uma mancha na história das instituições modernas.
A posição da Espanha reforça o isolamento diplomático de Israel, que agora enfrenta críticas severas não apenas do Sul Global, mas também de importantes potências europeias. Sánchez defendeu que a União Europeia reveja seus acordos comerciais e diplomáticos com o país, sob pena de ser cúmplice de um regime que descarta os direitos humanos fundamentais. Enquanto o governo brasileiro de Lula já vinha alertando para o caráter genocida de certas políticas na região, a adesão da Espanha a esse coro de denúncias sinaliza uma mudança de eixo na geopolítica ocidental.
Especialistas apontam que a fala de Sánchez pode desencadear uma onda de sanções dentro do bloco europeu, já que a pena de morte é um "limite inegociável" para a diplomacia da UE. Ao rotular a situação como apartheid, a Espanha coloca Israel no mesmo patamar histórico da África do Sul segregação, exigindo uma resposta coordenada do Tribunal Penal Internacional. A resistência palestina ganha agora um aliado de peso na Europa, que se recusa a aceitar o silêncio diante da barbárie institucionalizada.
O mundo assiste a um momento de ruptura: de um lado, líderes que celebram a morte com espumante; do outro, nações que exigem o retorno à sanidade e ao respeito à vida. O alerta de Pedro Sánchez é um chamado à consciência global: permitir que Israel execute palestinos sob uma lei racista é permitir que todo o sistema de justiça internacional desmorone. A Espanha deixa claro que a era da impunidade para crimes contra a humanidade precisa acabar, antes que a corda do enforcamento se torne o símbolo definitivo da política no Oriente Médio.
Veja a publicação no X:
El Gobierno de España condena la pena de muerte contra palestinos que acaba de aprobar el parlamento de Israel. Se trata de una medida asimétrica que no se aplicaría a los israelíes que cometieran los mismos delitos.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) March 31, 2026
Mismo crimen, distinta pena.
Eso no es justicia. Es un…