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Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar bombardear o Irã “de volta à Idade da Pedra”, autoridades iranianas responderam com ironia e referências à longa trajetória histórica do país. O ex-ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, escreveu na plataforma X: “O Irã estava no coração do berço da civilização enquanto seus ancestrais na Europa (já que os EUA nem existiam no mapa) ainda estavam na Idade da Pedra – pintando rostos e brandindo porretes. Nós ensinamos ordem, lei e governança. Pena que nada disso chegou a alguns descendentes arrogantes e ignorantes.” A embaixada iraniana na África do Sul também ironizou: “Quando vocês ainda estavam em cavernas procurando abrigo, nós já estávamos registrando direitos humanos no Cilindro de Ciro.”
A missão do Irã junto às Nações Unidas ressaltou que a civilização iraniana “abrange mais de 7 mil anos, enquanto os Estados Unidos têm pouco mais de 250 anos de existência”. As declarações de Trump ocorreram em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, com o presidente norte-americano intensificando o tom ao tratar das ações militares conjuntas entre EUA e Israel contra o Irã, chegando a afirmar que haveria “muito mais por vir” caso Teerã não interrompa ataques retaliatórios.
A retórica belicista de Trump foi criticada por analistas e organizações de direitos civis nos próprios Estados Unidos. O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR), maior entidade de defesa dos direitos civis muçulmanos no país, classificou a fala como “anti-muçulmano, racista e desumanizante”, lembrando que atacar infraestrutura civil é crime de guerra. Enquanto Trump tenta intimidar com ameaças arcaicas, o Irã responde com a força de sua história milenar e a certeza de que nenhum bombardeio apagará mais de sete mil anos de civilização.
Com informações do Brasil247
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