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As tensões entre Israel e Espanha atingiram um novo patamar de isolamento diplomático nesta sexta-feira (10). O governo de Benjamin Netanyahu anunciou o bloqueio formal da participação da Espanha no Centro de Coordenação Civil-Militar (CMCC), órgão sediado em Kiryat Gat e liderado pelos Estados Unidos para monitorar o cessar-fogo e a ajuda humanitária na Faixa de Gaza. A medida é uma resposta direta à postura do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que tem sido uma das vozes mais críticas na Europa contra as operações militares israelenses, classificadas por ele como genocidas.
O chanceler israelense, Gideon Saar, justificou o banimento alegando que o governo espanhol possui um "viés anti-Israel extremo" e que Madri perdeu qualquer capacidade de agir de forma construtiva na região. A Espanha, que reconheceu oficialmente o Estado da Palestina em 2024, já vinha enfrentando uma crise profunda com Tel Aviv, incluindo a retirada mútua de embaixadores. Agora, o país fica de fora da mesa onde militares e diplomatas de nações como França, Reino Unido e Emirados Árabes discutem a segurança e a assistência aos sobreviventes em Gaza.
A decisão de Israel ocorre em um momento dramático: estudos recentes publicados pela revista The Lancet indicam que o número de mortos no conflito já ultrapassa 75 mil pessoas, 50% a mais do que os dados oficiais divulgados anteriormente. Ao excluir a Espanha do CMCC, Israel não apenas pune Madri, mas também remove um dos principais defensores de uma reação internacional urgente contra as agressões no Líbano e no Irã. Sánchez, por sua vez, reiterou que o mundo esteve "à beira do desastre" devido à retórica belicista de Washington e Tel Aviv, mantendo sua posição de cobrar responsabilidade internacional pelos crimes de guerra documentados em Gaza.
Com informações do Brasil247
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