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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma reformulação profunda na conscientização social do país ao propor a ampliação do debate sobre educação financeira dentro das escolas brasileiras e o lançamento de grandes campanhas públicas de consumo consciente. Durante a edição especial do programa Sem Censura, comandado por Cissa Guimarães na TV Brasil nesta sexta-feira, o chefe do Executivo destacou que o fortalecimento da cidadania passa por orientar a população, desde a juventude, a gerenciar seus gastos e a se prevenir contra o superendividamento que asfixia o orçamento das famílias.
O diagnóstico apresentado pelo mandatário aponta que a modernização dos meios de pagamento e a facilidade das transações eletrônicas alteraram a percepção de valor e retiraram o controle real do consumidor sobre o próprio bolso. Lula traçou um paralelo didático entre a realidade atual e os hábitos de antigamente, quando o uso do dinheiro em espécie funcionava como uma barreira natural contra impulsos consumistas, já que as pessoas sentiam fisicamente o desfalque na carteira ao efetuar um pagamento. Com a digitalização extrema, o presidente alertou que o ato de gastar tornou-se invisível e perigosamente mecânico.
"Tem gente que está obcecada para comprar. É tudo por telefone, é muito fácil. A pessoa não vê mais dinheiro. Antigamente, você colocava a mão no bolso, tirava o dinheiro, você falava: ’ah, não vou gastar não’." — Presidente Lula
O presidente também direcionou suas críticas ao bombardeio publicitário promovido pelo ecossistema digital e pelos algoritmos das redes sociais, que monitoram as conversas dos cidadãos para induzir compras desnecessárias. Ele detalhou o perigo invisível do acúmulo de pequenas despesas parceladas por aplicativos de comércio eletrônico, observando que os gastos de trinta, quarenta ou cinquenta reais parecem inofensivos de forma isolada, mas se transformam em uma bola de neve capaz de estourar as contas de qualquer trabalhador no fim do mês.
Para mitigar esse problema social estrutural, o líder petista sinalizou que o governo federal estuda estruturar uma campanha oficial de caráter educativo e preventivo. Lula fez questão de pontuar que o objetivo do Estado não é cercear o direito ao consumo ou fazer com que a classe trabalhadora desista de conquistar os bens com que sempre sonhou. A meta central do projeto de inclusão e educação financeira é oferecer ferramentas conceituais e práticas para que a população possa consumir e movimentar a economia nacional, mas fazendo isso com total responsabilidade e sustentabilidade para o futuro do país.
Com informações do Brasil247
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