França abre investigação contra Israel por crimes de guerra contra ativistas da flotilha humanitária

Portal Plantão Brasil
5/6/2026 19:00

França abre investigação contra Israel por crimes de guerra contra ativistas da flotilha humanitária

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A comunidade internacional está diante de mais um capítulo estarrecedor da violência de Tel Aviv, que agora entrou na mira direta da Justiça europeia. A França abriu oficialmente uma investigação de peso para apurar a ocorrência de possíveis crimes de guerra e atos de tortura bárbaros supostamente cometidos pelas forças israelenses contra ativistas franceses. A apuração foi instaurada pelo Ministério Público Nacional Antiterrorismo (PNAT) após provocação do governo francês, reagindo às denúncias de atrocidades e agressões covardes sofridas pelos voluntários enquanto eram mantidos em uma prisão ilegal.

O caso explodiu após a violenta interceptação militar da flotilha Global Sumud, ocorrida em águas internacionais, quando mais de 50 embarcações que partiram da Turquia carregadas de alimentos e medicamentos para a Faixa de Gaza foram abordadas. Na ação criminosa, mais de 430 ativistas de 41 países foram sequestrados e jogados em centros de detenção em Israel antes de serem deportados, incluindo 37 cidadãos franceses. O governo extremista de Benjamin Netanyahu tentou abafar o episódio classificando o ato de solidariedade como "propaganda" para justificar o bloqueio marítimo ilegal.

Os relatos dos sobreviventes expõem um cenário de horror e sadismo por parte das forças de ocupação, com denúncias que incluem espancamentos generalizados e pelo menos 15 casos brutais de agressão sexual. A ativista francesa Meriem Hadjal relatou ter sido submetida a violência sexual, apalpada e agredida fisicamente com joelhadas nas costelas e puxões de cabelo. Outras testemunhas contaram que os detidos eram submetidos a posições de estresse por horas a fio, obrigados a ficar ajoelhados com a testa no chão sob tortura psicológica, enquanto o hino israelense era tocado repetidamente em alto volume.

O jornalista italiano Alessandro Mantovani relatou ter sido espancado e trancado em contêineres marítimos transformados em "um lugar de terror". O ativista britânico Richard Johan Anderson resumiu o sentimento de revolta ao afirmar que o grupo foi torturado e sistematicamente desumanizado, tendo "apenas uma pequena amostra do que os palestinos enfrentam todos os dias". A gravidade dos abusos foi confirmada pela própria organização de direitos humanos israelense Adalah, que constatou ferimentos graves generalizados e o internamento hospitalar de ativistas.

Embora o Serviço Prisional e as Forças Armadas de Israel tentem negar a barbárie por meio de notas oficiais cínicas, a pressão global contra o país atingiu níveis sem precedentes. Governos do Canadá, Alemanha e Espanha confirmaram que seus cidadãos sofreram abusos chocantes e ferimentos graves na operação. O escândalo internacional escalou de vez após a divulgação de um vídeo asqueroso em que o ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista Itamar Ben-Gvir, aparece zombando e humilhando publicamente os ativistas amarrados e indefesos. Em resposta imediata ao deboche e à violência, o governo da França baniu a entrada de Ben-Gvir em seu território, enquanto a Justiça francesa avança para punir os responsáveis pelos crimes contra a humanidade.

Com informações do jornal O Globo

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