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A iminente derrocada do projeto político da extrema-direita ganhou contornos dramáticos com a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está perdendo força de forma acelerada na região Sudeste, o coração econômico e eleitoral do país. A informação, divulgada neste sábado (6) pela Coluna do Estadão, espalhou o pânico e acendeu um sinal de alerta máximo entre os aliados do clã, que agora temem um verdadeiro colapso na montagem de palanques competitivos e a fragilização das candidaturas da legenda nos três estados mais decisivos da federação: Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
A avaliação de bastidores entre os próprios bolsonaristas é desoladora: um candidato à Presidência da República que entra na disputa esvaziado e sem tração no Sudeste terá imensa dificuldade para impulsionar e sustentar campanhas estaduais competitivas. O desespero da cúpula do partido é ainda maior porque a desidratação atinge diretamente o Rio de Janeiro, berço político e histórico da família Bolsonaro. Os aliados calculam que o derretimento do capital político de Flávio no estado fluminense provocará um efeito dominó desastroso, sabotando a capacidade do PL de costurar uma base robusta e comprometendo gravemente as negociações para o governo estadual, Senado e as bancadas de deputados.
O cenário de terra arrasada se estende para Minas Gerais, tradicionalmente considerado o grande termômetro e a bússola das eleições nacionais. A ausência de um nome forte com capacidade de mobilização em solo mineiro é apontada por coordenadores políticos como uma barreira intransponível para que o bolsonarismo consiga furar a bolha e crescer além de seus núcleos mais fanáticos. Para fechar o diagnóstico de crise, em São Paulo, o maior colégio eleitorado do país, a leitura interna indica que a fraqueza de Flávio espanta os apoios regionais e impede a atração de alianças políticas de peso indispensáveis para viabilizar uma corrida nacional competitiva.
O temor generalizado no entorno bolsonarista é de que um candidato presidencial já fragilizado gere um efeito reverso catastrófico nas urnas. Em vez de atuar como um puxador de votos e um polo de atração de recursos e alianças, a figura do senador corre o risco de afastar lideranças locais e desidratar o entusiasmo de correligionários que dependem visceralmente da associação com a marca do bolsonarismo para sobreviver politicamente. Com o Sudeste reunindo os principais centros políticos do Brasil, o PL vê seu plano de hegemonia para 2026 seriamente ameaçado, diante do medo real de entrar na disputa com uma estrutura territorial completamente enfraquecida e sem capacidade de mobilização popular.
Com informações do Brasil247
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