402 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
O submundo das finanças que sustentou a extrema-direita nos últimos anos sofreu mais um revés fulminante. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República estão prestes a sepultar a nova tentativa de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Os investigadores apontam que o criminoso de colarinho branco insiste em um jogo seletivo e fraudulento para tentar proteger seus parceiros políticos no Congresso, omitindo provas cruciais e tentando transformar suborno explícito em meras transações comerciais legítimas.
No centro do escândalo está o financiamento do filme Dark Horse, uma peça de propaganda barata destinada a bajular Jair Bolsonaro. Mensagens reveladas pelo Intercept Brasil comprovaram que o senador Flávio Bolsonaro operou pessoalmente nos bastidores para arrancar impressionantes R$ 61 milhões do banqueiro para a produção. Em sua nova proposta desesperada, Vorcaro finalmente admitiu o repasse da fortuna, mas tentou insultar a inteligência das autoridades ao alegar cinicamente que a dinheirama enviada ao clã não passava de um apoio financeiro comum, e não propina, uma desculpa esfarrapada que foi imediatamente rechaçada pela PF.
A farsa de Vorcaro também tentou blindar o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e um dos caciques do Centrão. Nogueira já havia sido alvo de uma operação policial sob a acusação de usar o mandato para favorecer o Banco Master em troca de uma generosa mesada de R$ 500 mil mensais. A PF descobriu inclusive que o banqueiro enviava envelopes com projetos de lei prontos para serem assinados pelo parlamentar. Na nova proposta de colaboração, a defesa do banqueiro tentou suavizar e atenuar essas graves responsabilidades, apresentando informações que ficam muito aquém do que a perícia federal já desvendou e provou de forma independente.
O desespero do bilionário se justifica pelo avanço avassalador das investigações, que correm de forma independente e já desnudaram a quadrilha sem precisar de sua ajuda. A PF apreendeu mais de oito aparelhos celulares com o acusado e a perícia inicial em apenas um deles abriu uma verdadeira caixa de Pandora. Além dos desvios bilionários contra o sistema financeiro nacional, os policiais encontraram indícios robustos de corrupção ativa, organização criminosa e até mesmo a contratação de uma milícia privada armada, utilizada pelo banco para espionar e atacar covardemente seus adversários de mercado.
Com o cerco se fechando, o líder do esquema criminoso tentou sua última cartada financeira ao elevar a proposta de ressarcimento aos cofres públicos de R$ 40 bilhões para inéditos R$ 60 bilhões em troca de sua liberdade. No entanto, a determinação republicana e técnica da PF e da PGR prevaleceu sobre o poder econômico. Os órgãos fiscalizadores deixaram claro que não haverá blindagem para os aliados da oposição extremista e que a punição pelos prejuízos colossais, que já superam R$ 57 bilhões na quebra da instituição, será aplicada com o rigor máximo exigido pela lei e pela justiça social.
Com informações do Brasil247
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