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Em entrevista ao Jornal Nacional o presidente Michel Temer afirmou que não vê "fator impeditivo" em nomear políticos envolvidos nas investigações da Lava Jato.
"Em um plano mais geral, a investigação ainda é o que: uma investigação. Então não sei se isso é um fator impeditivo para eventual nomeação", disse.
O senador e ex-ministro da Previdência Romero Jucá (PMDB) é alvo de inquéritos na Lava Jato sob suspeita de formação de quadrilha e de negociar propina com a UTC por Angra 3.
Outros nomes como Geddel Vieiria Lima (PMDB) e Henrique Eduardo Alves (PMDB) também foram mencionados nas investigações. Ambos são suspeitos de negociar propina com o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS.
Ao longo da entrevista, Temer também afirmou concordar com o programa apresentado pelo PSDB como condição para apoiar eventual governo. O texto, organizado pelo presidente nacional do partido, o senador Aécio Neves (PSDB) defende a adoção do parlamentarismo e de reforma política capaz de enxugar o número de partidos.
"Não tenho objeção em relação a isso, o que eles propõem é que, a partir de 2018, se possa votar a tese do parlamentarismo", afirmou.
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