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Gostaria de dizer nessa postagem que sinto muito medo da política econômica que está sendo desenvolvida no país, ela não é nem um pouco parecida com a política centro- liberal do PSDB e tão pouco a implementa pela Presidente Dilma pós eleição para corrigir erros da condução econômica.
Nossa nova matriz econômica, é gerida pelo documento chamado “uma ponte para o futuro”, que na minha visão pode se chamar “pinguela pro passado” ou “ponte pro inferno”, ao longo do que vou expôs aqui, vou deixar fundamento com falas e notícias que essa nova matriz vai “salvar” ou não economia sacrificando a funções básicas do governo e mexendo no direito dos mais pobres, como disse nosso Presidente Ilegítimo Interino “ Não reclame da crise trabalhe” , data vênia mudo ela para a seguinte interpretação não reclame nesse momento , porquê VAMOS te prejudicar muito ainda, e ai quero ver se vai arrumar emprego e tempo para reclamar.
Início a analise com a seguinte publicação do site Revista Exame, com uma matéria dizendo “8 saídas para crise que Temer pode adotar” (http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1112/noticias/8-saidas-para-a-crise-economica-que-temer-pode-adotar), gostaria de somar essa publicação com uma análise sobre saídas de mercado, feita por um moço que trabalha em uma agencia de risco, não vou mencionar quem fez e onde era, pois essa empresa de comunicação não merece ser nomeada, porém esse moço que tem um grande capital intelectual deu saídas que esse novo governo pode usar, que seriam : (i) fim do mínimo constitucional, (ii) reavaliação dos programas sociais e das atividades do Estado, (iii) nova política de execução do orçamento público, pela complexidade do tema irei falar de cada uma em tópico separado.
1-Fim dos mínimos constitucionais, vale ressaltar que nosso ordenamento jurídico, através da Constituição Federal de 1988, coloca que existem valores mínimos a ser gasto com saúde e educação, porém mesmo com esse valor temos um déficit de serviço considerável, agora pense comigo, o que você acha que acontece se não for mais obrigado a investir um mínimo, você acha que o serviço vai melhorar? Querem mexer nesse mínimo, visto que não irá passar aumento de imposto no Congresso Nacional, e sem essa obrigação se tem mais “ liberdade “ para mexer no orçamento e “ajuda” reduzir a dívida da União(breve engano que achar nosso déficit está em gastar “muito” em saúde e educação e não em juros da dívida pública), porém quando Ministro da Saúde Ricardo Barros diz respondendo uma pergunta que “ A constituição cidadã, quando Sarney sancionou, o que ele falou? Que o Brasil irá ficar ingovernável. Por quê? Porque só tem direitos lá, não tem deveres. Nós não vamos conseguir sustentar o nível de direitos que a Constituição determina (site da entrevista). Lendo isso só podemos dizer que estamos perto do fim da saúde que precária, mas que ainda funciona(va).
2-Segundo ponto ele fala em rever o papel do Estado e do custo benefício dos programas sociais, quero dizer nesse ponto que o Presidente Michel Temer em sua tentativa de posse disse em um novo pacto federativo, com essa base de quase 350 deputados que ele considera ter, é de se esperar que ele mude a CF, para que algumas obrigações antes da União apenas ou compartilhada para todos os entes, passe para ser de competência exclusiva dos estados e municípios. Não posso ser hipócrita, claro que se deve rever o custo x benefícios dos programas sociais, porém se ele quer cortar dinheiro obrigatório da saúde, você acha que sairá coisa boa dessa avaliação?
3-Último ponto desses três colocado é uma nova forma de elaboração do orçamento, pois nosso orçamento tradicional usa valores médios para gastos e apenas explica o aumento de valor em determinada área de um ano para outro. Porém se especula que essa nova equipe econômica quer usar um orçamento chamado de Base Zero, onde você calcula todos os gastos do governo, tudo deve começar do zero e ser discriminado, sem dúvida é algo muito bom para evitar superfaturamento e até um entendimento melhor do que gasta e do que arrecada o Estado, entretanto esse orçamento é possível de fazer com tempo mínimo que temos para elaborar e votar no Congresso Nacional nossa LDO E LOA?
Aqui estão os nomes dos “ salvadores da econômica”, quem são e suas credencias pelo mercado ( http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/05/17/veja-quem-serao-os-responsaveis-pela-economia-no-governo-de-michel-temer.htm ), como brasileiro eu espero que acima de qualquer governo ou ideologia que comande o país, que nossa nação avance no patamar econômico e social, todavia quando próximo Presidente do Banco Central fala que para arrumar a inflação deve ocorrer o “desaquecimento do mercado” isso implica diretamente em desemprego em massa (http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/05/17/veja-quem-serao-os-responsaveis-pela-economia-no-governo-de-michel-temer.htm) quando seu outro Ministro diz que Direito Trabalhista não quer dizer em todo um “direito adquirido” ( site da noticia), vendo essas notícias e as análises de mercado me questiono se esse governo pode mesmo “ salvar a economia”. Para isso me recordo de uma frase que foi o mantra da Campanha da Senadora Gleisi Hoffmann para Governadora, “ mudar é olhar para frente, é superar a paralisia que impede o crescimento ou desenvolvimento( não me recordo bem do termo usado) de um governo estadual, que procura a desculpa para justificar sua incompetência” com essa frase quero dizer que tenho muitas dúvidas sobre essa nova equipe econômica, no seu poder de passar sua pauta econômica pelo Congresso Nacional e sobre quem ela vai afetar e no final quem realmente “ vai pagar o pato”, porquê não será de forma alguma um “governo grátis” e se não salvarem nossa economia, apenas restará para eles fazer um jogo de desculpa para justificar sua incompetência, tiraram a Dilma pelo conjunto da obra, mas o Temer e sua equipe vão poder mudar o “conjunto da obra” ?
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