1947 visitas - Fonte: Diário do Pará
Pelo menos R$ 4,5 milhões do Fundo Municipal de Saúde (FMS) foram gastos em propaganda pela Prefeitura de Belém, na gestão de Zenaldo Coutinho. Os dados foram extraídos do Portal Municipal da Transparência e os valores foram atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês passado. Ao todo, são 32 empenhos, aos quais o DIÁRIO teve acesso. Todos destinaram recursos do FMS, entre 2013 e 2016, à Griffo Comunicação, uma das quatro agências que detêm a conta de propaganda da Prefeitura e que recebeu todos os R$ 4,5 milhões. O dono da Griffo, o marqueteiro Orly Bezerra, é o coordenador de marketing do governador Simão Jatene - aliado do prefeito - e também comanda a campanha de reeleição de Zenaldo.
O maior desses empenhos data de 9 de junho do ano passado, tem o valor de R$ 2 milhões e foi pago quase que na totalidade. Consta que o dinheiro foi usado no “desenvolvimento das ações de promoção e vigilância em saúde”. Não é tão simples. Por mais de 2 anos e meio - de janeiro de 2013 a setembro de 2015 -, a enfermeira Orliuda Bezerra foi a diretora do Departamento de Vigilância à Saúde (Devs), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Detalhe: Orliuda é irmã de Orly Bezerra, o dono da Griffo e marqueteiro de Zenaldo. Ela foi nomeada para o cargo no Diário Oficial do Município (DOM) de 15 de janeiro de 2013, e só saiu de lá em 1 de setembro de 2015. No mesmo dia, Orliuda assumiu a direção do Pronto-Socorro Municipal Humberto Maradei.
Em 13 empenhos - aos quais o DIÁRIO teve acesso -, há referência a memorandos do Devs, sobre a confecção desses materiais publicitários. Memorandos são documentos internos para informar eventos, projetos e solicitar a aquisição de bens ou serviços. Os 13 empenhos foram emitidos pela própria Sesma, e não pela Coordenadoria de Comunicação Social (Comus) da Prefeitura, como acontece com os mais recentes. Eles datam de 2013 e de janeiro de 2014, são difíceis de localizar e, em alguns casos, parecem até ter sumido do portal da Transparência. Outro fato estranho é que todos os empenhos, mesmo quando oriundos da Comus, estão classificados na Função “Saúde”, e não em “Comunicação Social”, na qual são contabilizadas as verbas de propaganda.
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