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3/8/2021 14:25

CPI ouve o intermediador entre governo e Davati, o reverendo Amilton Gomes de Paula

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582 visitas - Fonte: O Estadão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid terá nesta terça-feira, 3, o depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula, apontado por representantes da Davati Medical Supply como um “intermediador” entre o governo federal e a empresa, que ofertava vacinas. Ele é fundador da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), uma organização não governamental. A reunião da CPI teve início por volta das 9h50.







O depoimento do reverendo estava agendado para o dia 14 de julho, mas foi adiado após ele apresentar atestado informando a “impossibilidade de comparecer ao depoimento agendado” pelo colegiado por problemas renais, confirmado por perícia médica do Senado.



Amilton de Paula foi convocado para depôr na CPI após ser citado no depoimento de Luiz Paulo Dominghetti, que afirmou ter agendado reuniões no Ministério da Saúde com o intermédio do reverendo. O ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, reconheceu ter recebido Amilton para falar sobre uma oferta de doses de vacina contra a covid-19.



Em trocas de mensagens publicadas pela revista Veja e confirmadas pelo Estadão, Dominghetti citou, no dia 16 de março, o presidente Bolsonaro e o reverendo Amilton ao falar da negociação de vacinas com o governo.







“Ontem, o Amilton falou com Bolsonaro, ele falou que vai comprar tudo”, disse o policial em mensagens reveladas depois que ele entregou o celular para perícia técnica. A mensagem foi enviada a um interlocutor identificado como “Rafael Compra Vacinas” – depois identificado como Rafael Silva, da Davati.



A CPI recuou e decidiu retirar da pauta a quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan. O requerimento, apresentado pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), provocou críticas de outros senadores e de organizações de veículos de imprensa.



A decisão foi anunciada pelo presidente da CPI, Omar Aziz. Ao Estadão/Broadcast, ele afirmou que não há “nenhum fato” que justifique a quebra do sigilo bancário da emissora. “Seria entrar na mesma linha do Bolsonaro: quando discorda de alguém, esculhamba”, afirmou o senador. Em coletiva de imprensa, Omar Aziz afirmou que não caberia à CPI acessar o sigilo de uma emissora de rádio.







No pedido, Renan citou a Jovem Pan como um “grande disseminador” de fake news e vinculou a medida a um conjunto de requerimentos para quebrar o sigilo bancário de portais na internet e integrantes do chamado “gabinete do ódio”. O argumento é apurar o financiamento de informações falsas na pandemia de covid-19.



De acordo com Omar Aziz, no entanto, Renan Calheiros não sabia da apresentação do requerimento e atribuiu a autoria à sua assessoria. No domingo, 1, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou uma nota de repúdio à tentativa de quebrar o sigilo bancário da rádio. Além da Abert, a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) também se manifestou contra a iniciativa.

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