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Em uma decisão recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a juíza Janaina Cassol Machado, responsável pela prisão de Luís Carlos Cancellier de Olivo, ex-reitor da UFSC que tragicamente cometeu suicídio, foi afastada de suas funções.
A magistrada enfrentará um processo administrativo. Ela é acusada de ter extraviado um alvará de soltura e de desrespeitar um conselheiro do CNJ, conforme divulgado no Blog do Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
Em 2017, Cancellier foi alvo da operação "Ouvidos Moucos" e foi detido sob a acusação de desvio de verbas públicas. Infelizmente, 18 dias após sua detenção, ele tirou a própria vida, uma consequência direta da angústia e do sentimento de injustiça que experimentou.
O trágico desfecho ocorreu em Florianópolis, Santa Catarina, quando o ex-reitor se lançou do último piso de um shopping center. Em um gesto simbólico e doloroso, ele deixou um bilhete em seu bolso, declarando que sua "morte" havia sido sentenciada no momento em que foi proibido de retornar à UFSC.
Cancellier permaneceu detido por 36 horas e, após sua liberação, foi impedido de voltar à instituição que liderava, um fato que intensificou seu sofrimento e desespero.
A decisão do CNJ de afastar a juíza Janaina Cassol Machado ressalta a importância da responsabilidade e do cuidado no exercício do poder judiciário, especialmente em casos de grande repercussão e impacto na vida das pessoas envolvidas.
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