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A Justiça do Distrito Federal determinou nesta sexta-feira (23) a apreensão de bens de Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), o filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para assegurar o pagamento de uma dívida de R$ 360 mil. Após diversas tentativas frustradas de intimação, o banco Santander recorreu à Justiça para realizar uma busca de ativos financeiros em nome do “zero quatro”, incluindo a apreensão de veículos e imóveis. O juiz acatou o pedido do banco.
A decisão foi tomada uma semana após Renan declarar um patrimônio de apenas R$ 42 mil ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao registrar sua candidatura para vereador em Balneário Camboriú, SC. Na declaração, ele informou possuir um depósito bancário de R$ 40.591,68 e um saldo em conta corrente de R$ 1.478, valores que deverão ser arrestados.
As tentativas de intimar Jair Renan a quitar a dívida foram infrutíferas, o que levou ao envio de uma carta precatória para um endereço em Camboriú, onde ele mora desde o ano passado. Atualmente, Renan trabalha como auxiliar no gabinete do senador Jorge Seif (PL-SC), com um salário de R$ 9,5 mil mensais.
Além dessa dívida, Jair Renan enfrenta outra ação na 5ª Vara Criminal, onde é acusado de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ele é suspeito de usar uma declaração de faturamento fraudulenta para obter um empréstimo que não foi quitado. Esse caso está em vias de ser transferido para a Justiça Federal.
Até o momento, a defesa de Jair Renan não se manifestou sobre a apreensão dos bens. Em notas anteriores, seus advogados alegaram que ele foi “vítima de um golpe arquitetado por pessoas já conhecidas pelas autoridades” e afirmaram que “os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo”.
Tentativas anteriores de localizá-lo incluíram buscas no estádio Mané Garrincha, onde funcionava a sede da Bolsonaro Jr. Eventos e Mídia, empresa investigada por apresentar declarações de faturamento falsas. Segundo o relatório final da Polícia Civil, as declarações, que somavam R$ 4,6 milhões, eram fraudulentas, contendo assinaturas falsas e informações inverídicas, com o objetivo de garantir um empréstimo bancário.
Com informações do DCM
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