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O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil brasileira deve crescer 4,1% em 2024, superando as estimativas iniciais, que previam 1,3%. Este é o quarto ajuste para cima nas projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), impulsionado por um desempenho acima das expectativas ao longo do ano. "Fomos surpreendidos com algumas notícias positivas", destacou a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor cresceu 4,1% nos três primeiros trimestres de 2024, em comparação com o mesmo período de 2023. Esse desempenho foi atribuído ao aquecimento do mercado imobiliário, impulsionado pelo aumento do emprego e da renda no país. A demanda por imóveis permaneceu forte, com 259.863 unidades lançadas nos primeiros nove meses do ano, um aumento de 17,3% em relação ao mesmo período de 2023. As vendas cresceram ainda mais, totalizando 292.557 unidades, alta de 19,7%, superando o número de lançamentos e evidenciando a alta procura.
Outro fator que colaborou foi o aumento de 5,3% na produção de materiais de construção, puxado por reformas e pequenas obras realizadas por famílias. Essa dinâmica refletiu a confiança no setor, que também se beneficiou de investimentos em obras públicas, intensificados pelo contexto das eleições municipais.
A construção civil registrou a criação de 230,8 mil novas vagas de emprego até outubro de 2024. O número total de trabalhadores do setor alcançou 2,978 milhões, aproximando-se do recorde histórico de 3,063 milhões, registrado em 2014. Essa retomada do mercado de trabalho reforça o papel da construção civil como um motor importante para a economia brasileira.
Com informações do Brasil 247
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