Militares golpistas: a herança antidemocrática de Bolsonaro e aliados

Portal Plantão Brasil
16/12/2024 16:29

Militares golpistas: a herança antidemocrática de Bolsonaro e aliados

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A prisão de generais como Walter Braga Netto e Mário Fernandes em 2024 reabre um capítulo sombrio da história brasileira: a indisciplina e a insubordinação nas Forças Armadas. Desde a redemocratização, poucos episódios tiveram a gravidade dos atos golpistas recentes, que revelaram a conexão entre militares de alto escalão e grupos extremistas ligados ao bolsonarismo.

A história registra outros momentos de insubordinação militar. Em 1990, o general Newton Cruz, conhecido como Nini, foi preso após sugerir que o então presidente Fernando Collor de Mello deveria “usar a bala na agulha na própria cabeça”. A fala foi uma reação à extinção do Serviço Nacional de Informações (SNI) e simbolizou a resistência de militares ao avanço democrático. Collor, em um gesto de autoridade, ordenou a prisão de Nini, algo raro na história republicana.


Os anos que se seguiram foram marcados por relativa calma nos quartéis, com exceção de bravatas isoladas de figuras como Jair Bolsonaro, ainda capitão na década de 1980. Bolsonaro, que foi punido por Leônidas Pires Gonçalves por seus atos indisciplinados, também foi absolvido em 1988 por acusações de planejar explosões em quartéis, iniciando sua carreira política com uma marca de insubordinação.

Com a ascensão do bolsonarismo, o padrão de indisciplina e bravatas ganhou força. Investigações recentes da Polícia Federal apontam que generais como Braga Netto, Mário Fernandes e o próprio Bolsonaro agiram para minar as bases democráticas do país. Áudios e documentos revelaram linguajar vulgar, falta de respeito à hierarquia e ações golpistas coordenadas.

Além disso, o vínculo entre os militares atuais e figuras do passado, como Newton Cruz, evidencia um padrão contínuo de insubordinação. Cruz, ídolo de Bolsonaro, havia sido sua testemunha de defesa no processo que sofreu nos anos 1980. Hoje, as mesmas práticas antidemocráticas de outrora ressurgem, desta vez com apoio explícito de setores extremistas.



Bolsonaro, além de insubordinado, agia sem o menor decôro, mesmo nas ocasiões mais formais que seu cargo exigia:


A história é clara: se os militares indisciplinados não forem punidos exemplarmente, a insubordinação e a baderna nos quartéis persistirão. Assim como Collor enfrentou Nini, cabe às instituições brasileiras agirem com firmeza para proteger a democracia e restaurar o respeito à hierarquia e à disciplina nas Forças Armadas

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