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Após dois mandatos consecutivos como presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) concluiu seu período no cargo nesta sexta-feira (20). Sob sua liderança, o centrão consolidou seu poder político em uma gestão marcada por autoritarismo, manobras regimentais, retrocessos ambientais e sociais, e uma série de denúncias pessoais.
Lira chegou ao cargo em 2021, com o apoio do então presidente Jair Bolsonaro, em troca da liberação de verbas e cargos estratégicos. Durante sua gestão, concentrou poder e usou mecanismos como as emendas de relator, conhecidas como "orçamento secreto", para manter controle sobre bilhões de reais, consolidando sua influência na Casa e barrando investigações e iniciativas que pudessem fragilizar o governo Bolsonaro.
Projetos como o marco temporal para demarcação de terras indígenas, o desmonte do Ministério do Meio Ambiente e o PL do Estupro ilustram os retrocessos promovidos durante sua liderança. Paralelamente, opositores, como Glauber Braga (PSOL-RJ), foram alvos de perseguição, enquanto aliados ganharam protagonismo na Câmara.
O comportamento autoritário de Lira também se estendeu à imprensa. Fotojornalistas tiveram acesso restrito ao plenário, e jornalistas críticos, como Guga Noblat, foram expulsos. Em 2023, Lira protagonizou polêmicas ao limitar a atuação da imprensa dentro do Congresso.
Acusações pessoais agravam o histórico do parlamentar. Sua ex-esposa, Jullyene Lins, apresentou denúncias de violência doméstica e corrupção, associando Lira ao esquema de enriquecimento ilícito por meio do orçamento secreto. Em suas redes, Jullyene reforçou as críticas, destacando os impactos negativos de sua gestão na política nacional.
Com a eleição para a presidência da Câmara prevista para fevereiro de 2025, Hugo Motta (Republicanos-PB), aliado de Lira, desponta como favorito, indicando a continuidade da influência do alagoano nos rumos da Casa.
Com informações da Fórum
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