696 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos conduziram tratativas reservadas que culminaram no primeiro encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU em Nova York, na última terça-feira (23). As conversas ocorreram longe dos holofotes e não constaram das agendas oficiais.
A operação diplomática envolveu diretamente o vice-presidente Geraldo Alckmin e o chanceler Mauro Vieira, além do representante comercial americano Jamieson Greer e do enviado especial Richard Grenell. Videoconferências e reuniões discretas pavimentaram o terreno para que a aproximação fosse possível.
Um dos movimentos decisivos aconteceu em 11 de setembro, quando Alckmin se reuniu com Greer no mesmo período em que o Supremo Tribunal Federal julgava Jair Bolsonaro. Poucos dias depois, em 15 de setembro, Vieira recebeu Grenell no Rio de Janeiro. Os contatos se deram em meio às tensões causadas pelo tarifaço de 50% imposto por Washington sobre produtos brasileiros.
A missão diplomática era clara: criar condições para que Lula e Trump tivessem um gesto de aproximação em Nova York. Mesmo sem confirmação até a véspera, os cerimoniais de ambos os países não impuseram barreiras, o que permitiu o encontro reservado.
No dia do discurso de Lula, Trump foi visto acompanhando atentamente as falas do presidente brasileiro e, em seguida, os dois se cruzaram em uma sala destinada a chefes de Estado, onde trocaram impressões em um diálogo rápido, mas simbólico.
Itamaraty e Ministério da Indústria preferiram não comentar as tratativas. Já a Casa Branca e o escritório do Representante Comercial dos EUA não responderam aos questionamentos da imprensa.
Assista ao vídeo:
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— Estadão ??? (@Estadao) September 26, 2025
Reuniões secretas entre autoridades dos EUA e do Brasil 'selaram' encontro de Trump e Lula
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