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O PL, partido do golpista Jair Bolsonaro, segue perdido em sua própria contradição. Enquanto em público seus líderes afirmam rejeitar o projeto da “dosimetria” – uma anistia disfarçada para aliviar penas dos criminosos de 8 de janeiro – nos bastidores dirigentes admitem que não podem votar contra a redução das condenações que beneficiaria a militância bolsonarista envolvida na depredação dos três poderes.
Bolsonaro, acuado e temendo perder narrativa, disse a Valdemar Costa Neto que não apoia a iniciativa. Sabe que o Supremo jamais deixará prosperar uma anistia ampla e tenta posar de perseguido político para manter sua base fanática mobilizada. Ainda assim, a verdade é que até ele próprio seria favorecido: sua pena cairia de 27 para 16 anos, o que abriria caminho para deixar a cadeia em menos de três anos.
Apesar disso, o ex-presidente insiste em não dar o aval formal ao projeto, temendo ser acusado de trair a militância. Paulinho da Força, relator da proposta, garante que seu texto busca apenas mexer em “duas ou três penas” e tenta vender a ideia de que a medida traria “pacificação nacional”, discurso repetido pelos golpistas desde 2016 sempre que buscam escapar da lei.
Valdemar chegou a dizer que não descansará enquanto não conseguir soltar os “presos políticos” – termo cínico usado pela extrema-direita para se referir a criminosos que atacaram a democracia. Essa movimentação expôs a divisão no PL: uma ala alinhada ao centrão pressiona por uma saída negociada, enquanto Bolsonaro e sua família seguem fazendo cena para manter o discurso de perseguição.
Entre as propostas em debate, está a redução das penas dos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito, com a tese de que eles se “absorvem”. Essa visão já foi adotada por alguns ministros do STF, mas não encontra consenso e enfrenta forte resistência. O fato é que, mais uma vez, a extrema-direita tenta manipular as instituições para salvar a si mesma.
Na prática, o projeto da dosimetria mostra a incapacidade do bolsonarismo de assumir seus crimes. Ao mesmo tempo em que almejam impunidade para si, tentam enganar a sociedade com discursos de “pacificação”. Mas o Brasil não esquece: foram eles que atentaram contra a democracia e é a Justiça que vai prevalecer.
Com informações do DCM
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