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A ministra Gleisi Hoffmann reagiu com contundência às declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que usou o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos para criticar indiretamente o presidente Lula. Em publicação nas redes sociais, a petista listou o histórico de alinhamento de Tarcísio com o bolsonarismo e os interesses norte-americanos, acusando-o de "cinismo político" por tentar responsabilizar Lula pela invasão à Venezuela, um episódio de grave impacto geopolítico na região.
Gleisi foi direta ao enquadrar o governador: “Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anestia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela. É muito cinismo para um bolsonarista só”. A declaração foi uma resposta a um vídeo em que Tarcísio, sem citar nominalmente Lula, exibiu imagens do presidente brasileiro ao lado de Maduro e sugeriu "conivência" com o governo venezuelano.
A troca de acusações ocorre em um momento de alta tensão internacional, em que a ação militar dos EUA reacende o debate sobre ingerência externa e soberania na América Latina. A resposta firme de Gleisi Hoffmann reforça a posição oficial do governo brasileiro, que rejeita a tentativa de setores da direita de desviar o foco do ataque à soberania venezuelana para um ataque político interno, defendendo a necessidade de união regional contra intervenções estrangeiras.
Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anistia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela. É muito…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) January 4, 2026