Guerra na Venezuela sobrecarrega SUS brasileiro e impõe desafios humanitários na fronteira

Portal Plantão Brasil
3/1/2026 10:21

Guerra na Venezuela sobrecarrega SUS brasileiro e impõe desafios humanitários na fronteira

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou grave preocupação com os efeitos humanitários e sanitários do conflito na Venezuela após o anúncio de um ataque em larga escala feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declaração publicada nas redes sociais, Padilha destacou que a guerra afeta diretamente civis, compromete serviços essenciais e gera reflexos imediatos no Brasil, especialmente nos estados da região Norte, onde o Sistema Único de Saúde precisou ampliar sua capacidade de resposta. “Nós da @minsaude sempre queremos e trabalhamos pela PAZ. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde”, afirmou o ministro, em claro repúdio à ação militar norte-americana.

Diante do agravamento do cenário regional, Padilha ressaltou que Roraima já vinha absorvendo impactos da crise venezuelana antes mesmo da escalada militar, com o cenário se tornando ainda mais desafiador após mudanças no financiamento internacional, especialmente depois que os Estados Unidos suspenderam financiamentos que apoiavam a Operação Acolhida. O governo federal intensificou ações para garantir atendimento à população vulnerável, ampliando investimentos e profissionais na cidade e na área indígena através da Agência do SUS (AgSUS), com reforço de equipes e recursos em áreas estratégicas da fronteira. “Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, preparamos a nossa Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e nossas equipes de Saúde Indígena para reduzirmos, ao máximo, os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro”, declarou o ministro, demonstrando o esforço brasileiro em amenizar as consequências humanitárias de uma guerra provocada por potências estrangeiras.

Ao concluir sua manifestação, Alexandre Padilha reiterou o apelo pelo fim do conflito e reafirmou o compromisso do sistema de saúde brasileiro: “Que venha a PAZ! Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”. Esta posição reflete a tradição diplomática brasileira de defesa da paz e da soberania dos povos, em contraste direto com a política belicista e intervencionista dos Estados Unidos, cujo ataque em larga escala contra a Venezuela representa grave violação do direito internacional e compromete a estabilidade de toda a região sul-americana. Enquanto o governo Trump anuncia operações militares e captura de líderes estrangeiros, o Brasil cumpre seu papel humanitário, fortalecendo o SUS para atender as vítimas colaterais de uma guerra que nunca deveria ter começado.

Com informações do Brasil247

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