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O ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), agiu mais uma vez como um verdadeiro escudo jurídico para os aliados da extrema direita. Em uma decisão que afronta a busca pela transparência, Mendonça blindou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, desobrigando-o de comparecer para depor na CPI do Crime Organizado. A convocação de Ibaneis era peça-chave para esclarecer as conexões entre o poder público e esquemas investigados no caso do Banco Master, mas a canetada do ministro "terrivelmente evangélico" garantiu que o silêncio prevalecesse sobre o dever de prestar contas ao povo.
Essa manobra de blindagem é um exemplo clássico do aparelhamento do Judiciário promovido pela gestão anterior, que deixou infiltrados em postos estratégicos para proteger seus parceiros de coalizão. Ibaneis Rocha, que já esteve sob os holofotes pela omissão deliberada nos ataques golpistas de 8 de janeiro, agora recebe um salvo-conduto de Mendonça para não explicar o que sabe sobre as movimentações suspeitas que cercam o Banco Master. Para os bolsonaristas, a justiça só deve funcionar quando é para perseguir adversários, nunca quando se trata de investigar os próprios aliados que sustentam o projeto autoritário.
Enquanto o governo Lula trabalha incansavelmente para fortalecer as instituições e garantir que ninguém esteja acima da lei, vemos magistrados comprometidos com a agenda bolsonarista atuando para paralisar o trabalho do Legislativo. A CPI do Crime Organizado tem o papel constitucional de investigar tentáculos que corroem o Estado, mas esbarra em decisões monocráticas que priorizam a amizade política em detrimento do interesse público. O Brasil que voltou a respirar democracia não aceita que o STF seja usado como um puxadinho de defesa para governadores que têm muito a explicar.
A prole de Bolsonaro e os setores mais atrasados da política brasileira celebram o silêncio de Ibaneis como uma vitória, mas, na verdade, é uma derrota para a moralidade pública. Quando um ministro do Supremo impede que um governador preste esclarecimentos a uma comissão parlamentar, ele fere de morte o princípio da separação dos poderes e a própria democracia. A reconstrução nacional exige que todos, sem exceção, respondam por seus atos, especialmente quando há indícios de envolvimento com estruturas que operam nas sombras do mercado financeiro e do crime organizado.
O papel de André Mendonça nesse episódio reforça a necessidade de vigilância constante sobre as indicações feitas pelo bolsonarismo, que visavam apenas a proteção de um clã e de seus satélites. Ibaneis Rocha segue protegido por uma toga que parece ter lado, enquanto o povo brasileiro exige saber a verdade sobre o Banco Master e as influências políticas que facilitam negócios escusos. A justiça não pode ser seletiva e o governo Lula continuará apoiando a independência das investigações, pois sabe que a luz do sol é o melhor desinfetante para a corrupção que se esconde atrás de imunidades fabricadas.
A farsa da imparcialidade de certos ministros cai por terra a cada decisão que salva um aliado do escrutínio público. O Brasil não é mais o quintal de uma família que se acha dona da lei e da ordem. A luta contra o crime organizado e suas conexões políticas é uma prioridade para a segurança de todos os brasileiros, e nenhuma blindagem jurídica será capaz de esconder para sempre o que as investigações sérias estão trazendo à tona. O compromisso de Lula com a ética é o antídoto para esses anos de sombras onde a impunidade era a moeda de troca entre o Palácio e as cortes.
Com informações da Fórum
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