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A revista The New Yorker publicou uma análise contundente sobre a condução da guerra contra o Irã pelo governo Trump, apontando um abismo entre o discurso triunfalista da Casa Branca e os resultados limitados no campo de batalha. Enquanto Trump afirmou em pronunciamento que “derrotamos e destruímos completamente o Irã” e que “nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão devastadoras”, a reportagem descreve um cenário oposto: o regime iraniano permanece intacto, a Guarda Revolucionária segue no controle do país e mantém domínio sobre o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o abastecimento global de petróleo. Mesmo após semanas de bombardeios e a eliminação de lideranças, não houve mudança estrutural no poder em Teerã.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, é descrito como um defensor radical do conceito de “letalidade máxima”, tendo afirmado a oficiais: “Você mata pessoas e destrói coisas para viver.” Essa lógica teve consequências desastrosas: os ataques iniciais mataram o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, mas também eliminaram figuras políticas que poderiam compor uma alternativa de poder mais alinhada aos interesses dos EUA. O próprio Trump reconheceu o problema ao afirmar que “a maioria das pessoas que tínhamos em mente está morta”, e os remanescentes no cenário político iraniano são descritos como ainda mais radicais, tornando qualquer tentativa de negociação ainda mais distante.
A reportagem também destaca o impacto humanitário da estratégia adotada. Segundo investigação preliminar citada no texto, no mesmo dia em que Khamenei foi morto, um bombardeio atingiu por engano uma escola primária, resultando na morte de quase 200 pessoas. A conclusão da The New Yorker é que a ofensiva liderada por Trump e Hegseth revela mais fragilidades do que conquistas: a tentativa de vender o conflito como vitória esbarra em uma realidade marcada por instabilidade persistente, erros estratégicos e um custo humano elevado, expondo os limites de uma política externa centrada na agressividade militar.
Com informações da The New Yorker
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