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A Rússia subiu o tom contra a política externa explosiva de Donald Trump e enviou um recado direto à Casa Branca: a era dos ultimatos coloniais acabou. Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, após conferenciar com seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, defendeu que o único caminho para evitar uma catástrofe global é o retorno imediato dos Estados Unidos à mesa de negociações. Para o Kremlin, a postura agressiva de Washington, que ameaça transformar o Irã em um "inferno", é o principal obstáculo para a normalização sustentável do Oriente Médio e para a segurança do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Em um esforço coordenado com Teerã, Lavrov apelou para que a comunidade internacional, especialmente dentro do Conselho de Segurança da ONU, evite endossar ações militares que possam minar os últimos esforços políticos e diplomáticos. A Rússia teme que a "agressão não provocada" dos EUA e de Israel force o Irã a uma posição de defesa extrema, o que inviabilizaria qualquer tentativa de cessar-fogo. Ao sustentar o direito do Irã de buscar compensações pelos danos de guerra e exigir respeito à sua soberania, Moscou se posiciona como o fiel da balança contra o que classifica como um desespero perigoso da administração Trump.
A convergência entre Rússia, China e Irã cria um bloqueio diplomático inédito ao autoritarismo norte-americano. Enquanto Trump utiliza a "linguagem da p*rra" e do bombardeio, o eixo diplomático liderado por Lavrov foca na criação de um diálogo político-diplomático robusto. A mensagem de Moscou é clara: o mundo não pode ser refém dos humores de um líder que prefere o caos à cooperação. A pressão agora recai sobre o Conselho de Segurança da ONU, que na próxima semana será o palco de um embate decisivo entre a imposição da força e a resistência da diplomacia soberana.
Com informações da Reuters
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