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O Irã respondeu ao ultimato apocalíptico de Donald Trump com uma mobilização popular sem precedentes. Nesta terça-feira, atendendo a uma convocação direta de Teerã, milhares de jovens, estudantes, artistas e trabalhadores formaram imensas correntes humanas ao redor da usina termoelétrica de Kazeroon e de outras instalações vitais de energia no sudoeste do país. A estratégia é transformar o povo em um "escudo vivo" contra a promessa de Trump de que "uma civilização inteira morrerá esta noite" caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até as 21h (horário de Brasília).
As imagens divulgadas pela agência Fars News mostram uma nação em pé de guerra simbólico. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, elevou a temperatura da resistência ao declarar que mais de 14 milhões de cidadãos já se voluntariaram para dar a vida em defesa da soberania nacional. Para o governo iraniano, as usinas não são apenas infraestrutura, mas "ativos da alma nacional" que não serão entregues à chantagem norte-americana. Essa tática de escudos humanos já foi utilizada no passado em instalações nucleares, mas a escala atual reflete o desespero e a fúria diante da retórica de genocídio vinda da Casa Branca.
Enquanto o relógio corre para o fim do prazo estabelecido por Trump, a tensão no Golfo Pérsico atinge níveis insustentáveis. A presença de civis em alvos militares e energéticos coloca o Pentágono em um dilema ético e jurídico: qualquer ataque às usinas resultará em um massacre de proporções globais transmitido ao vivo para o mundo. O Irã aposta que a opinião pública internacional e o risco de um crime de guerra em massa possam paralisar a mão de Trump, enquanto o mercado de petróleo observa, paralisado, o que pode ser o início do conflito mais sangrento do século XXI.
Iranianos formam corrente humana em torno de usina termoelétrica após convocação de Teerã https://t.co/fkohEfy1xr #g1 pic.twitter.com/yY0xeRVNjB
— g1 (@g1) April 7, 2026