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O Conselho de Segurança da ONU transformou-se, nesta terça-feira, no último reduto contra a eclosão de uma guerra total no Oriente Médio. Em uma votação dramática e sob intensa pressão de Washington, a China — com o apoio de Rússia e França — barrou a resolução apresentada pelo Bahrein que pretendia autorizar o uso de "todos os meios defensivos necessários" para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. O veto chinês não apenas protege seus interesses energéticos e a parceria com o Irã, mas impõe uma derrota diplomática humilhante a Donald Trump, que esperava um "selo de aprovação" das Nações Unidas para validar seu ultimato militar que expira esta noite.
Mesmo após tentativas desesperadas de suavizar o texto para atrair votos, a proposta mantinha a perigosa brecha para intervenções militares por um período de seis meses. A China foi enfática ao rejeitar qualquer linguagem que desse carta branca para o uso da força, defendendo que a estabilidade na região só será alcançada através de um cessar-fogo negociado, e não por bombardeios. O esboço final, que agora jaz engavetado, previa escoltas armadas e ações "proporcionais" contra o Irã, mas a resistência do eixo Pequim-Moscou deixou claro que o mundo não está disposto a assinar um cheque em branco para a retórica de "aniquilação" da Casa Branca.
Com o fracasso na ONU, os Estados Unidos chegam às 21h (horário de Brasília) em isolamento diplomático absoluto. Enquanto o Irã mobiliza escudos humanos em suas usinas e a União Europeia classifica as ameaças de Trump como potenciais crimes de guerra, a falta de uma resolução do Conselho de Segurança retira qualquer fachada de legalidade internacional de um eventual ataque norte-americano. A decisão da China hoje coloca a responsabilidade do próximo passo inteiramente sobre os ombros de Trump: ou ele recua de sua ameaça de "destruir uma civilização" ou atropela a maior autoridade diplomática do planeta, mergulhando o mundo em uma era de ilegalidade e caos militar sem precedentes.
Com informações do Brasil247
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