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Donald Trump decidiu levar a estratégia da "pressão máxima" ao limite do suportável. Às vésperas do início das negociações de paz no Paquistão, o presidente norte-americano disparou uma frase que ecoou como um ultimato sombrio: o Irã "só está vivo hoje para negociar". Enquanto o vice-presidente JD Vance embarca para liderar a comitiva com um "otimismo cauteloso", Trump faz questão de lembrar ao mundo que o Exército dos EUA está "carregando os navios com as melhores munições", deixando claro que a diplomacia de Washington, neste momento, é inseparável da ameaça de aniquilação total.
Do outro lado, Teerã não recua. O governo iraniano fincou o pé em uma condição inegociável: as conversas só começam se os Estados Unidos garantirem que Israel interrompa imediatamente os bombardeios no Líbano. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Qalibaf, denunciou que o acordo de trégua — que deveria durar duas semanas — está sendo violado sistematicamente enquanto Beirute continua sob fogo. Para o Irã, a reabertura do Estreito de Ormuz é uma moeda de troca valiosa demais para ser entregue enquanto seus aliados e civis libaneses são massacrados em ataques que já deixaram mais de 3 mil mortos na região.
O cenário para este sábado é de um barril de pólvora diplomático. Com o Estreito de Ormuz praticamente bloqueado e a economia global sufocada, a "equipe de negociação pouco receptiva" de Trump encontrará um Irã emparedado, mas disposto a travar uma guerra de desgaste se o Líbano não for incluído na proteção do cessar-fogo. O massacre de 13 agentes de segurança libaneses nesta sexta-feira só aumentou a temperatura. O mundo agora prende a respiração: no Paquistão, o que estará em jogo não é apenas um acordo de cavalheiros, mas a decisão de Trump entre uma paz negociada ou a execução de sua promessa de que "uma civilização inteira" pode deixar de existir.
Com imformações da com a CBN
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