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Uma nova pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje comprova que o povo brasileiro clama por dignidade trabalhista. Mesmo após meses de uma campanha multimilionária e agressiva movida por setores do empresariado e por políticos da direita — incluindo a base cega do bolsonarismo comandada por Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro —, o apoio ao fim da escala 6×1 se mantém sólido em 69%, exatamente o mesmo índice registrado em julho de 2025. O recuo dos contrários ao projeto, que caíram de 26% para 22%, deixa evidente o isolamento dessa ala reacionária que tenta sabotar os direitos da classe trabalhadora.
Apesar de 7 em cada 10 eleitores apoiarem explicitamente a proposta, a elite do Congresso Nacional joga contra o trabalhador. Sob o comando de Davi Alcolumbre, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal empurra a pauta com a barriga, funcionando como um balcão de negócios para agradar lobistas e patrões. O cenário contrasta fortemente com o que ocorreu na Câmara dos Deputados, onde o projeto avançou em maio com votações expressivas de 461 a 19 no primeiro turno e 472 a 22 no segundo turno, sob a condução do deputado Hugo Motta.
A paralisia do Senado ocorre justamente em meio a uma forte crise entre Davi Alcolumbre e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar do União Brasil rompeu relações com o Palácio do Planalto, justificando publicamente um descontentamento com a indicação de Jorge Messias à vaga de Rodrigo Pacheco no Supremo Tribunal Federal. Contudo, os bastidores de Brasília apontam que o verdadeiro incômodo de Alcolumbre reside nas recentes operações da Polícia Federal que miram o Banco Master, aproximando as investigações do próprio presidente da Casa.
Enquanto a direita tenta emplacar o discurso de que o trabalhador quer apenas ócio, os dados da Quaest revelam a face real do povo brasileiro: caso a medida seja aprovada, 53% das pessoas pretendem simplesmente descansar e passar mais tempo com seus familiares. Outros 13% afirmam que pretendem buscar novos bicos ou realizar horas extras para reforçar o orçamento, 12% desejam investir em cursos e estudos, 9% querem frequentar mais a igreja, 6% pretendem frequentar bares e restaurantes, e apenas 4% planejam fazer viagens.
O levantamento também aponta que 50% dos entrevistados acreditam que a jornada semanal de trabalho sofrerá redução real, contra 45% que avaliam que a carga horária continuará idêntica. Cruzando os dados, percebe-se um forte espírito de solidariedade de classe, já que quase um quinto de toda a sociedade brasileira defende abertamente a aprovação do projeto de lei mesmo sabendo que não receberá nenhum benefício individual direto com a mudança do regime trabalhista.
Esta semana, os senadores iniciam suas férias de forma vergonhosa, deixando o projeto travado nas comissões. Políticos egoístas desfrutam do descanso ou viajam para estruturar suas campanhas municipais sabendo que garçons, faxineiras, seguranças, vendedoras e agricultores seguirão sob um regime extenuante de seis dias de trabalho por semana. Eles parecem esquecer que dois terços das cadeiras do Senado Federal serão renovadas em breve, e nadar contra os anseios do povo pode custar muito caro nas urnas de outubro.
Com informações Genial/Quaest e Agência Senado
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