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Um esquema escandaloso de direcionamento de recursos públicos no Distrito Federal está na mira do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Apenas em 2026, nove deputados distritais destinaram a absurda quantia de R$ 27,6 milhões em emendas parlamentares para a Metrópoles Produções, empresa que integra o conglomerado de mídia do ex-senador cassado Luiz Estevão de Oliveira. Os repasses bilionários, que saíram dos cofres públicos por meio da Secretaria de Estado de Turismo do Distrito Federal, são alvo de uma representação que aponta indícios contundentes de favorecimento ilícito e desvio de finalidade na destinação das verbas locais para eventos privados promovidos pelo empresário.
O maior padrinho do esquema é o deputado distrital Joaquim Roriz Neto, do PL, que carimbou sozinho a impressionante cifra de R$ 14,6 milhões para os eventos ligados ao ex-político condenado, o que representa mais da metade de todo o montante mapeado. O restante do duto de dinheiro público foi alimentado pelos distritais Daniel Donizet, com R$ 3,9 milhões, e Martins Machado, com R$ 2,62 milhões. A lista de parlamentares que participaram do repasse milionário inclui ainda Doutora Jane (R$ 1,5 milhão), Pepa (R$ 1,3 milhão), Roosevelt Vilela (R$ 1,25 milhão), Pastor Daniel de Castro (R$ 1 milhão), Iolando (R$ 900 mil) e Robério Negreiros (R$ 500 mil).
A farra com o Orçamento do DF é ainda mais profunda: documentos oficiais revelam que a própria Secretaria de Turismo, sob o comando de Cristiano Araújo, despejou outros R$ 15,5 milhões de recursos governamentais diretamente no grupo empresarial de Luiz Estevão de Oliveira, cujo principal ativo é o portal de entretenimento Metrópoles. A destinação massiva de verbas carimbadas sob o pretexto de fomento ao turismo local escancara a captura do orçamento público para inflar os negócios privados do ex-senador, em uma rede de influência que agora terá de se explicar aos promotores de Justiça sobre a legalidade desses contratos de eventos.
A generosidade dos deputados locais com Luiz Estevão de Oliveira beira o escárnio diante da situação fiscal do empresário. Dados oficiais registrados na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional apontam que o ex-senador e seus familiares acumulam uma dívida ativa colossal que supera os R$ 8,3 bilhões em impostos sonegados e contribuições previdenciárias devidas à Receita Federal. Mesmo com as contas irregulares e o nome sujo perante o Fisco nacional, o clã de Luiz Estevão de Oliveira continua operando livremente no Distrito Federal e faturando alto com as emendas parlamentares, evidenciando o total desprezo das autoridades locais pelo controle ético e legal do dinheiro do contribuinte.
Com informações do DCM
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