3499 visitas - Fonte: Brasil247
Em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) pediu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar supostas ligação da família do presidente Jair Bolsonaro com milícias do Rio de Janeiro. Foram presos o policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de ter feito os disparos contra o carro onde estava a parlamentar e que morava no mesmo condomínio do chefe do Planalto no Rio, e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz, acusado de dirigir o veículo que a perseguiu.
"Não é com satisfação que quase um ano depois do assassinato covarde de Marielle Franco nós ocupamos essa tribuna para dizer que chegam aos assassinos. Por que demorou muito para isso?", questionou. "Agora que nós sabemos que há um suspeito vizinho de Bolsonaro, suspeito de 13 tiros que destruíram a vida de Marielle Franco, é preciso saber quem mandou matar. E as conexões da família Bolsonaro com as milícias devem ser motivo de uma CPI".
De acordo com a parlamentar, "é preciso que no Senado se abra inquérito sobre esse senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)". "Eu solicito à Nações Unidas, à Anistia Internacional e à OEA que acompanhe as investigações porque há indício de envolvimento de altos representantes políticos em nosso País", afirmou.
A suspeita é a de que o crime tenha sido encomendado. Os atiradores escolheram um ponto cego e cometeram o homicídio em um lugar sem câmeras. Outro detalhe é que as imagens de uma câmera de segurança flagraram o momento em que a parlamentar sai de um evento no Rio, e entra no carro com a assessora e o motorista Anderson Gomes. As imagens, acessadas pela Globo, mostram um carro que sai logo após o veículo de Marielle sai (confira aqui a partir de 1min05s).
Em janeiro, milicianos acusados de exploração imobiliária ilegal em Rio das Pedras, zona oeste da cidade do Rio, foram presos. A mãe de um deles - ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, que está foragido, - trabalhou para o gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa. O filho dela é apontado pelo MP-RJ como o chefe o do chamado Escritório do Crime, braço armado do grupo e que também é suspeito de envolvimento na morte de Marielle. O próprio parlamentar fez homenagens ao ex-capitão.
De acordo com registros da Alerj, o filho do presidente Jair Bolsonaro foi o único a votar contra a proposta do deputado estadual Marcelo Freixo (PSol), eleito deputado federal, para conceder a medalha Tiradentes em homenagem a Marielle.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.