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A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, protagonizou uma cena classificada como "insólita" e "patética" pela imprensa internacional ao tentar transferir sua medalha do Prêmio Nobel da Paz para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante um almoço privado na Casa Branca, nesta quinta-feira, Corina entregou a honraria ao republicano, ignorando as regras fundamentais da premiação. O gesto serviu apenas para alimentar o ego de Trump, que há meses insiste que deveria ser laureado, mas foi duramente criticado na Noruega, país que sedia a comenda.
O Comitê Nobel da Noruega precisou vir a público para desmentir qualquer validade oficial no ato da venezuelana. Em nota oficial, os organizadores reforçaram que o Prêmio Nobel é final, irrevogável e absolutamente intransferível, o que torna a "doação" de Corina um gesto meramente simbólico e sem qualquer valor institucional. Jornais noruegueses, como o Adresseavisen, não pouparam adjetivos negativos, classificando a atitude como um "ato desesperado" que coloca a integridade do Comitê em uma situação delicada e desnecessária.
A entrega da medalha soa como uma recompensa de Corina Machado pelo apoio de Trump à intervenção militar que derrubou o governo de Nicolás Maduro. A opositora, que se diz defensora da "paz", tem elogiado abertamente as operações bélicas americanas em solo venezuelano e mantém um silêncio cúmplice sobre os bombardeios ordenados por Trump contra barcos supostamente ligados ao tráfico. Esses ataques americanos já resultaram na morte de mais de 100 pessoas, evidenciando a contradição de uma laureada da "paz" que apoia o derramamento de sangue.
Donald Trump, por sua vez, aproveitou o teatro político para inflar sua retórica nas redes sociais. A Casa Branca divulgou imagens do presidente segurando a medalha com uma inscrição personalizada que exalta suas "ações decisivas" na Venezuela. Trump agradeceu ao que chamou de "gesto maravilhoso de respeito mútuo", fingindo ignorar o fato de que, perante a comunidade internacional e as regras do Nobel, ele continua sem possuir título algum. O post serviu apenas para enganar seus seguidores e validar sua política de força bruta no continente.
A atitude de María Corina Machado gerou forte rejeição entre diversos partidos políticos na Noruega, que viram no gesto uma tentativa de instrumentalizar uma das premiações mais respeitadas do mundo para fins de propaganda ideológica da extrema-direita. Ao tentar "presentear" Trump com uma láurea que não lhe pertence, Corina desvaloriza o próprio reconhecimento que recebeu e se isola ainda mais dos princípios humanitários que o Nobel deveria representar, alinhando-se a uma agenda de submissão aos interesses de Washington.
Essa "rinha de egos" na Casa Branca expõe a face mais oportunista da oposição venezuelana, que parece disposta a qualquer tipo de encenação para manter o apoio da administração Trump. Enquanto o Comitê Nobel reafirma que o prêmio não pode ser compartilhado com terceiros, o mundo assiste ao espetáculo ridículo de um presidente segurando um troféu de segunda mão, enquanto sua aliada ignora as mortes causadas pela intervenção estrangeira que ela mesma solicitou. A medalha agora reside na moldura de Trump, mas o prestígio da paz definitivamente não está com nenhum dos dois.
Com informações do DCM
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